Brincadeiras desafiadoras preparam crianças para situações de estresse
Um estudo apontou que crianças expostas a brincadeiras desafiadoras e empolgantes durante a infância tendem a ter um emocional e um físico mais preparados para lidar com questões mais estressantes durante a vida.
Na análise, os médicos e enfermeiros acreditam ser importante intervir em brincadeiras que possam levar a lesões graves, mas que os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado sem interferência de adultos.
O estudo “Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência” (Children’s Risky Play and Resilience: Perspectives of Emergency Care Practitioners, em inglês), foi publicado na Wiley, editora de conteúdo científico, técnico e médico.
Leia Mais Esta era uma das melhores coisas para a saúde mental das crianças, mas estão se tornando uma das piores e os responsáveis são os próprios pais Dia das Crianças: 4 habilidades essenciais para o desenvolvimento infantil 73% dos brasileiros consideram escolas pouco ou nada seguras para crianças A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, Elaine Cristina da Silva, explica que as brincadeiras ao ar livre favorecem o desenvolvimento infantil porque colocam a criança diante de experiências que mobilizam simultaneamente o corpo, o pensamento e as emoções.
Benefícios dessas atividades durante a infância A psicopedagoga aponta que os benefícios abrangem diferentes dimensões do desenvolvimento.
“No aspecto físico, essas atividades proporcionam oportunidades para desenvolver equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e habilidades de movimento”, destaca Elaine Cristina da Silva.
Já na dimensão emocional, a especialista ressalta que enfrentar desafios proporcionais às próprias capacidades pode contribuir para a autoconfiança e para a maneira como a criança lida com situações de incerteza.
“Do ponto de vista cognitivo, brincar ao ar livre exige observar, antecipar consequências, planejar movimentos, resolver problemas e modificar estratégias quando algo não funciona.
São experiências que mobilizam processos importantes para a aprendizagem”, afirma.
Brasileiros estão passando 52 anos da vida diante de telas, diz pesquisa | LIVE CNN Impactos quando não há a oportunidade de brincar ao ar livre Segundo a especialista em neurociência cognitiva, Elaine analisa que a redução das atividades ao ar livre pode limita r a diversidade de experiências motoras, sociais e cognitivas disponíveis na infância.
“Quando essas experiências são escassas, também diminuem as oportunidades de explorar o ambiente, testar limites, negociar com outras crianças e tomar decisões com relativa independência”, ressalta.
Para a situação urbana, ainda há possibilidades .
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