Na galeria dos grande líderes da política acreana
“Eu vejo\Eu sinto\O nosso candidato é Edmundo Pinto…… Puxado por um dos jingles mais populares das campanhas eleitorais no estado, o então deputado Edmundo Pinto (PSD) – pupilo do ícone do conservadorismo de direita, Jorge Kalume – foi um desses fenômenos que costumam aparecer de vez em quando na política. Eu, devo ter sido o jornalista que mais entrevistou o Edmundo, de quem era amigo. Aliás, o Pinto não era de fazer inimigos. Quando vereador de Rio Branco, na parte da tarde todo santo dia, chegava na redação de O RIO BRANCO, que tinha o saudoso José Chalub Leite como diretor-geral e eu como Editor de Política, com um saco de papel repleto de mariolas (doce regional); e já entrava dizendo: -“Vamos todo mundo botar a mariola do Pinto na boca”. Era um brincalhão, expansivo, exímio orador. Quando resolveu sair candidato ao governo, na primeira pesquisa teve 3%. Certo dia chegou num carro adaptado, o chamado Papa-Votos, na redação de O RIO BRANCO, para dizer que ia fazer campanha em Assis Brasil, cujo acesso era tomado por um imenso lamaçal e atoleiros. Me lembro que o irônico Zé Leite, tascou o ferino comentário: “Vai perder tempo indo lá, sua passagem na balsa para Manacapuru está comprada”. Edmundo, que estava acompanhado do médico Wilson Ribeiro; riu e disse: “Vou ganhar e lhe dar um terno de presente para ir à minha posse”. Não deu outra, um dia após a vitória chegou na redação, colocou o paletó na mesa do Zé Leite, e disse rindo: “É para ir, o terno foi caro”. Era dono de um carisma formidável. Fez como ponto de sua campanha a Esquina da Alegria, no prédio Abrahim. Estava em casa certo dia, quando tocou o telefone: “Crica, se prepare que você vai assumir uma cadeira de vereador, eu tinha sido o primeiro suplente. O certo é que assumi. Prefiro ficar com estas passagens do alegre e companheiro Edmundo; do que lembrar que teve sua vida ceifada de forma covarde em São Paulo – algo até hoje não explicável. Isso no auge de sua popularidade no governo. Edmundo Pinto de Almeida Neto partiu, mas seu nome ficou na galeria dos grandes líderes da política acreana. Vide jingle da campanha de Edmundo Pinto.
O candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos), começou a pré-campanha sem uma apoio no Juruá. Entra agora na fase de campanha apoiado pelo prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima; e se for concretizado o apoio do deputado Luiz Gonzaga (MDB), terá um ganho considerável naquela região. Para quem estava no zero, são adesões importantes.
Um nome que tem chance de eleição na chapa para deputado estadual no PSDB, é o Sida do Mercantil São Paulo, que na última eleição para a ALEAC teve 4082 votos, sendo o quarto mais votado em Cruzeiro do Sul. Não se elegeu por falta de legenda. Ampliou muito seu espaço e vai brigar por uma vaga no PSDB.
Não tem política no meio, a situação do ex-governador Gladson Cameli é puramente jurídica. Tem pouco tempo para tentar conseguir no TSE ou STF, a liberação para disputar a eleição sub judice. Explicando: se conseguir uma liminar para ser candidato não se livra da condenação no STJ, são fatos diferentes. No presente caso, ele teria suspenso, temporariamente, a sua inelegibilidade.
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