'Comunista', 'vira-lata', 'sem condição psiquiátrica': Lula e Flávio sobem o tom neste sábado em SC
BRASÍLIA - Líderes nas pesquisas de intenção de voto, os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) subiram o tom neste sábado, 19, e trocaram acusações em agendas distintas de campanha em Santa Catarina.
Flávio Bolsonaro acusou o adversário de querer "implementar um regime comunista ditatorial" e de não ter "condições psiquiátricas" para continuar no cargo. As declarações ocorreram em comício no município de Chapecó (SC).
"Mais do que o desespero, bateu nele um completo desequilíbrio. Ele voltou a ser aquele Lula da década de 90, um sindicalista que fala bobagem todo dia", disse Flávio, diante dos apoiadores. O candidato prosseguiu: "Aquela pessoa com ideias velhas, ideias atrasadas, que está com a fixação por implementar um regime no Brasil. Não um regime da canetinha de Ozempic, mas um regime comunista, ditatorial".
Mais cedo, em ato em Florianópolis, Lula firmou que não era comunista nem marxista, mas sim um "torneiro mecânico".
Flávio também afirmou que o "governo atrasado" de Lula "virou um perigo" para o agronegócio e para a segurança alimentar. "É um cara que perdeu completamente a noção do que ele está falando. O Lula não tem mais condições psiquiátricas de continuar presidindo este Brasil", disse Flávio.
O candidato do PL fez agendas em Santa Catarina com a companhia do candidato à reeleição para governador, Jorginho Mello (PL), e dos candidatos ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL).
Mais cedo, no município de Joinville (SC), Flávio acusou Lula de aumentar o Bolsa Família "num ato de desespero" para "comprar o voto dos mais pobres" e afirmou que o petista trata a população de baixa renda como "otários".
Em Florianópolis, Lula convocou os idosos para votar nas eleições deste ano, para, segundo ele, não deixar que o projeto iniciado neste mandato seja destruído com a vitória de Flávio.
" A ideia do outro: quero tirar o meu pai da cadeia . E eu quero ganhar para deixar ele na cadeia. Eles criaram a quadrilha do INSS, roubaram os aposentados. Nós descobrimos a quadrilha. A Polícia Federal e a Controladoria ficaram dois anos investigando. Ao todo, o rombo foi de R$ 6 bilhões e já pagamos a 5 milhões de aposentados, cerca de R$ 3,5 bilhões", disse.
Lula falou ainda das suspeitas de envolvimento de Flávio Bolsonaro no esquema de corrupção. "Falavam que o filho do Lula é sócio do Careca do INSS, mas, na semana passada, descobrimos que o escritório do Flávio fica na mesma sala do Careca", afirmou. "No Banco Master, eles transformam o (Daniel) Vorcaro em banqueiro e nós o transformamos em prisioneiro."
Lula já havia se despedido da plateia quando, ao levantar a bandeira brasileira e do PT, falou novamente sobre soberania nacional. "Essa é a bandeira da nossa pátria e é a bandeira do meu partido. Eu não sou um vira-lata que tem vergonha de dizer de qual partido eu sou, e a bandeira (do Brasil) não é deles. E eles mostram uma hora a bandeira brasileira e outra hora a americana. Não tenho duas pátrias.
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