Tifanny sobre banimento de mulheres trans da CBV: "Enorme retrocesso"
Após a derrota do Osasco para o Pinheiros, por 3 x 2, no Campeonato Paulista, a ponteira Tifanny se pronunciou sobre a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em aderir à política do COI que bane mulheres trans de competições.
Esta foi a primeira vez que a jogadora falou sobre adesão da entidade responsável pela modalidade no Brasil.
“É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte.
Voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70.
Estamos em 2026.
Não podemos ter esse retrocesso jamais”, declarou Tifanny após a partida.
Apesar da decisão, Tifanny está apta a competir no Campeonato Paulista de Vôlei e foi à quadra nesse sábado (15/8) .
Durante o jogo, a ponteira recebeu apoio da torcida do Osasco de suas companheiras de equipe.
“O voleibol é minha vida, meu trabalho.
A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos .
São 10 anos no voleibol feminino.
Não comecei ontem.
Isso não afeta somente a mim.
Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, continuou a jogadora.
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