Crédito deve crescer 0,5% em julho e 9,7% em 12 meses, diz Febraban
A carteira total de crédito no Brasil deve crescer 0,5% em julho ante junho, com expansão anual estável em 9,7%, mesmo nível observado em junho, de acordo com a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), divulgada nesta sexta-feira (21).
Segundo dados do levantamento, o crescimento do crédito para pessoa física deve ser liderado pelas linhas com recursos livres, com alta de 1,0%, diante de um contexto de mercado de trabalho aquecido.
A federação ressalta o crédito pessoal (consignado privado) e o cartão de crédito à vista, influenciados pelo maior número de dias úteis de julho ante junho.
Leia Mais Especialistas falam sobre como fiscal é desafio inevitável para 2027 É inadequado discutir o fim da escala 6x1 em período eleitoral, diz CACB Correios abrem novo programa de demissão voluntária após baixa adesão Já nas linhas de recursos direcionados, a previsão é de alta de 0,8% no mês, sustentada pelo crédito imobiliário, por conta das novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida.
Em um ano, de acordo com o levantamento, a carteira de pessoa física livre pode apresentar crescimento de 11,0% e a direcionada, de 10,9%.
Para as empresas, a carteira deve recuar 0,3% no mês e desacelerar para 7,7% em 12 meses, ante 7,9% em julho.
Essa queda é atribuída, principalmente, à carteira com recursos livres, com recuo de 1,3%, devido ao efeito sazonal negativo do início do trimestre nas linhas de recebíveis.
Já no decorrer de um ano, a expansão da linha para pessoa jurídica deve ficar estável em 2,2%, segundo a Febraban.
Em contrapartida, os recursos direcionados devem crescer 1,2% no mês, impulsionados pelos programas governamentais, mantendo-se com a expansão anual mais forte entre as aberturas, mesmo que desacelerando de 17,3% para 16,7%.
Concessões As concessões de crédito podem recuar 1,7% em julho ante junho, ou 10,3% no dado ajustado por dias úteis.
Na comparação com julho de 2025 — também por dias úteis —, deve-se registrar um crescimento de 13,0%.
Na comparação anual, as concessões são influenciadas pela carteira destinada às empresas, com crescimento de 18,0%, principalmente pelas linhas com recursos livres.
Já nas concessões às famílias, a alta estimada é de 9,1%, com desempenho semelhante entre as linhas com recursos livres e direcionados.
A federação também destaca as concessões do imobiliário no caso dos recursos direcionados, que devem continuar registrando alta relevante.
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