Haddad defende investigação contra Lulinha e diz que Flávio Bolsonaro é 'risco institucional'
Fernando Haddad participa de sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico e da rádio CBN.
Maria Isabel Oliveira/O Globo O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu nesta quarta-feira (19) que as suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), e o ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, sejam investigadas.
Segundo o petista, a regra deve valer independentemente do partido ou do vínculo dos envolvidos.
"Eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol.
Fez errado, paga", afirmou Haddad.
"Isso inclui o seu chefe de gabinete e o seu filho.
No caso dele, vale para todo mundo." A declaração foi dada durante sabatina promovida pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN.
Haddad afirmou não ver problema em uma investigação atingir pessoas próximas ao presidente e disse que Lula nunca teria interferido para proteger aliados, amigos ou familiares.
Na mesma sabatina, Haddad também criticou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que sua atuação representa, na avaliação dele, um "risco institucional" (leia mais abaixo).
As falas de Haddad ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola.
A apuração surgiu no contexto das investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A PF apura elo entre Lulinha e Marcola e a lobista Roberta Luchsinger e se essas conexões foram usadas para facilitar negócios ou contratos com órgãos do governo federal.
Os envolvidos negam irregularidades.
Tarcísio e Haddad já gastaram R$ 2,2 milhões em anúncios nas redes em 2026 ‘Passar a régua’ Durante a sabatina, Haddad disse que sua posição diante de suspeitas de corrupção é a de não proteger pessoas por causa de vínculos políticos.
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