Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
A Bradseg quer aproveitar um mercado brasileiro ainda pouco protegido para ampliar seus negócios em seguros .
Mas há uma linha que a holding do Bradesco não pretende cruzar nessa expansão: reduzir preços a ponto de comprometer a rentabilidade .
“Quando as taxas de juros estão mais elevadas, algumas seguradoras se permitem buscar mais o ganho financeiro sobre o float [recursos das reservas de seguros mantidos aplicados] do que o resultado operacional.
Nós entendemos que isso, no médio e longo prazo, não é saudável”, afirmou o presidente da Bradseg, Ney Dias , em entrevista ao Broadcast , do Grupo Estado.
A cautela ajuda a explicar o desempenho modesto da divisão de automóveis Auto/RE, cujo faturamento somou R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, alta de apenas 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A carteira de automóveis da companhia movimenta entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões por ano.
“Procuramos manter uma rentabilidade mínima para evitar uma carteira deficitária quando as taxas de juros caíssem”, disse Dias.
O executivo assumiu o comando da Bradseg em maio , após a separação dos negócios de saúde do Bradesco, reunidos na nova companhia aberta Bradsaúde (SAUD3) .
Com a reestruturação, a holding passou a concentrar seguros de automóveis, vida e previdência, capitalização, entre outros segmentos.
Neste primeiro ano de operação, a empresa ainda avalia a estrutura, a governança e as possíveis sinergias com a companhia de saúde.
Previdência e agronegócio no radar da Bradseg Na previdência complementar , as mudanças na cobrança do IOF sobre aportes elevados em planos VGBL alteraram a dinâmica de captação.
Desde o início do ano, o imposto incide sobre contribuições que superam R$ 600 mil anuais.
Para Dias, o movimento já era esperado e abre espaço para avançar em planos PGBL.
“Nós já vínhamos alertando que as pessoas não iam fazer aportes acima daquele limite anual de R$ 600 mil no VGBL.
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