Alexandre Garcia: colapso no Supremo
Como as Torres Gêmeas, o Supremo entrou em colapso.
A diferença é que o ataque veio de dentro, como a sessão de ontem demonstrou.
Fachin quer reverter a tentativa de suicídio.
Mas é difícil não lembrar que foi ele que provocou o colapso da Lava-Jato, um símbolo do fim da imoralidade impune.
E sofre resistência, principalmente de Gilmar e Dino — o mais antigo e o mais novo ministro.
Como um desastre de avião, a queda do Supremo é a soma de erros.
“Erros não se anulam; somam-se” — alertou o pragmático Delfim Netto.
O presidente do STF em 2016, Lewandowski, rasgou parte da Constituição para não punir a condenada Dilma, e ninguém falou nada.
Três anos depois, Toffoli presidente, sem o essencial Ministério Público, inventou o Inquérito 4781 e, sem sorteio, nomeou Moraes relator.
E só Marco Aurélio discordou e batizou-o de Inquérito do Fim do Mundo.
Então passou a ser violada não apenas a Constituição, mas o devido processo legal.
Mais: o então presidente Barroso, inspirado por Gilmar, resolve converter o tribunal constitucional em tribunal político e criativo.
Foi a pá de cal.
Mas a reação nacional era de um escandaloso silêncio.
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