Bancos preveem piora da inadimplência mesmo após Desenrola
Bancos esperam nova piora da inadimplência no terceiro trimestre de 2026, mesmo com os programas Desenrola de renegociação de dívidas, segundo levantamento do Banco Central.
Instituições financeiras projetam deterioração da qualidade do crédito no terceiro trimestre, em ritmo menor que o registrado nos três meses anteriores. A inadimplência ficou "em linha com as expectativas" no segundo trimestre e continuou entre os fatores que restringem a oferta de empréstimos.
Oferta de crédito ficou mais restritiva na maior parte dos segmentos no segundo trimestre, enquanto a procura por recursos se fortaleceu. Para o terceiro trimestre, os bancos preveem manutenção do aperto para empresas e relativa estabilidade nas condições para pessoas físicas.
Micro, pequenas e médias empresas devem enfrentar crédito mais restrito, principalmente por causa da inadimplência. A concorrência entre bancos pode amenizar o movimento, mas não elimina a preocupação com a capacidade de pagamento dos clientes.
Grandes empresas também devem encontrar condições mais apertadas no terceiro trimestre. Bancos associam essa avaliação à inadimplência e às condições gerais da economia brasileira.
Crédito para consumo tende a sofrer pressão do custo e da disponibilidade de recursos para empréstimos, além da menor tolerância ao risco. Emprego e renda sustentam a procura, mas o endividamento das famílias e a inadimplência limitam a disposição dos bancos para ampliar as concessões.
O Novo Desenrola Brasil atende pessoas com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas vencidas há mais de 90 dias. O programa, que combina descontos e renegociação dos débitos, havia negociado até agosto R$ 25,51 bilhões em dívidas em atraso.
O Desenrola Adimplentes busca estimular a troca de dívidas existentes por novas operações com condições mais favoráveis. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm participação prevista na iniciativa.
A Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito reúne avaliações de instituições financeiras sobre oferta e demanda de crédito no Sistema Financeiro Nacional. O levantamento abrange grandes empresas, micro, pequenas e médias empresas, crédito ao consumo e crédito habitacional.
Os bancos informam mudanças percebidas nos três meses anteriores e expectativas para os três meses seguintes. Os resultados representam a visão das instituições participantes, e não uma previsão do Banco Central.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.