Setor de energia crescerá com chegada do mercado livre para todos
Consumidores residenciais poderão escolher de quem comprar energia a partir de novembro de 2028, assim como ocorre com a telefonia hoje. E a chegada do chamado mercado livre de energia para todos os brasileiros deverá ampliar o número de comercializadoras e o tamanho desse setor. Hoje, o segmento é restrito a grandes empresas.
Enquanto a mudança será feita para os consumidores residenciais apenas no fim de 2028, para pequenas indústrias, a alteração acontecerá já no fim do ano que vem . "A abertura do mercado vai criar uma expansão dos comercializadores e vai ter muita oportunidade para o crescimento. O mercado ficará maior e mais líquido", disse Lino Lopes Cançado, CEO da Eneva, nesta quinta-feira (20), no MinutoMega Talk - evento promovido pelo MegaWhat, site parceiro do UOL .
A promessa do mercado livre é dar às famílias um poder que hoje pertence aos grandes consumidores: escolher de quem comprar energia. O resultado, segundo os representantes do setor, dependerá da clareza das ofertas, da segurança das empresas e do desconto que efetivamente chegar à conta de luz.
Com a alteração, as comercializadoras que comprarem energia por um preço e se comprometerem a vendê-la por outro assumirão um risco, dado que poderão enfrentar dificuldades se o cenário se alterar . "As comercializadoras assumem risco", destacou Cançado.
Para o executivo, as regras precisarão proteger o consumidor sem tornar o mercado excessivamente complexo. "Acho que as mudanças vêm para o bem. Espero que sigamos o caminho de um mercado mais livre, e não de um mercado mais complexo que afaste investimentos."
O consumidor poderá contratar a energia de uma comercializadora, mas continuará ligado à distribuidora de sua região. A mudança será comercial e não envolverá a instalação de novos postes, fios ou medidores.
A distribuidora continuará responsável pela entrega da eletricidade e pela manutenção da rede. Em casos como falta de luz ou problemas no fornecimento, o consumidor ainda deverá procurar a concessionária local.
A negociação envolverá apenas a parcela de energia da conta. A família continuará pagando pelo uso da rede de distribuição, além de impostos, encargos e outros custos definidos pelas regras do setor.
A concorrência poderá levar as empresas a oferecerem preços e condições diferentes, mas não há garantia de redução para todos. O resultado dependerá das propostas das comercializadoras, do perfil de consumo e das condições de cada contrato.
Também não será possível aplicar o desconto anunciado diretamente sobre o total da fatura. Uma redução de 10% no preço da energia, por exemplo, não significa necessariamente uma queda de 10% na conta, porque os demais componentes continuarão sendo cobrados.
Há números que chegam a uma redução da conta de 30% e números de 6% ou 2%. É muito difícil, neste momento, falar em números, sobretudo porque dependerá do apetite das empresas que atuarão nesse mercado. Gerusa Côrtes, diretora de Operação de Mercado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)
O benefício da mudança, porém, pode ir além do preço.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.