Renan defende arma nuclear por “soberania” e contra “cobiça” sobre o Brasil
Em entrevista nesta quarta-feira (26), o candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu a criação de uma arma nuclear por parte do Brasil, argumentando que seria contra “cobiça” sobre o país.
“O mundo esta passando por uma mudança muito grande (…) Se o Brasil quiser sentar com EUA, Rússia, Índia e China, tem que ter soberania sobre proprio territorio, armamento nuclear”, explicou em entrevista à TV Globo.
Quando questionado pelos entrevistadores sobre a impressão que o país passaria a outras nações, Renan relevou.
“De maneira alguma.
Os EUA têm que sentar pra resolver em relação às terras raras a soberania americana.
Os EUA não têm terras raras, nem extração ou processamento.
O Brasil tem a segunda posição de mais terras raras.
Isso nos coloca numa posição interessante em relação aos EUA para a soberania global”, defendeu.
O candidato do Missão não apresentou embasamento científico ou estudo econômico para a criação de uma “bomba atômica”, como defendeu, e também disse não se importar com a quebra de acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a diretriz da ABACC ( Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares ) e o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares da ONU (Organização das Nações Unidas).
“Ter armas nucleares é uma forma de reconhecer a soberania.
Se queremos ser o eterno Zé Carioca que os gringos fazem festa, aí tudo bem, não precisa, mas se queremos ser uma nação e nos proteger, precisamos ter arma nuclear”, concluiu.
Até hoje, a Coreia da Norte foi a única nação signatária desistir do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Fora isso, o Brasil estabeleceu uma cooperação nuclear com a Argentina que exige a transparência e verificação de estoque urânio enriquecido entre os dois países.
A Constituição Federal também proibe expressamente o uso, a fabricação ou o armazenamento de armas nucleares, escrito no Artigo 21, inciso XXIII .
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