Além de Renan, Toffoli suspende campanha digital e debates de Wilson Grassi
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Dias Toffoli suspendeu a campanha eleitoral digital, a participação em debates e a o acesso ao fundo eleitoral do veterinário Wilson Grassi, candidato a presidente da República pelo partido Democrata. Uma decisão similar foi aplicada à campanha de Renan Santos (Missão).
Toffoli proibiu realização de propaganda eleitoral online. Segundo a decisão, Grassi não poderá fazer campanha por meio de "quaisquer endereços eletrônicos de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral."
O ministro suspendeu o repasse de verba do fundo eleitoral e gastos com eventuais recursos já repassados. O candidato também não poderá participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação.
Segundo Toffoli, o candidato declarou ao TSE 8 perfis em redes sociais em 28 de agosto, após o prazo legal. A legislação eleitoral determina que os candidatos devem informar seus canais de comunicação oficiais no pedido de registro de candidatura, que foi feito até o dia 15 de agosto.
A omissão dos dados é indício de fraude à lei, diz a decisão. Toffoli ressaltou que um dos perfis de Grassi que não foi informado ao TSE tem 156 mil seguidores e divulga propaganda eleitoral. "Constata-se que ao menos um perfil está em utilização irregular para difusão de conteúdo a milhares de seguidores e com potencial favorecimento pelos algoritmos de recomendação", diz.
A falta de registro dos perfis no TSE pode beneficiar os candidatos. Uma regra de 2024 estabelece que as plataformas não podem recomendar a usuários os canais de comunicação dos candidatos que estejam formalmente declarados no TSE.
O UOL tenta contato com assessoria do partido Democrata. Essa reportagem será atualizada em caso de manifestação.
Campanha de Renan foi suspensa por Toffoli pelo mesmo motivo. Numa primeira comunicação ao TSE, Renan Santos omitiu 16 páginas, posteriormente informadas. Só um dos perfis tinha 2,4 milhões de seguidores, conforme a decisão.
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