Flávio Bolsonaro: seria cômico se não fosse trágico!
Durante anos, a imprensa investigou e publicou reportagens que tentam colocar à vista de todos os brasileiros as ações da família Bolsonaro, seus aliados e amigos.
Reunimos e reproduzimos aqui, sinteticamente, o resultado destas investigações da imprensa.
Todas as citações deste artigo podem ser checadas, na sua totalidade, em cada uma das fontes que dão base a este artigo.
A premiadíssima jornalista Juliana Dal Piva, em seu livro “O Negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro” descreve os bastidores da ascensão política e patrimonial do ex-capitão e de seus filhos durante os seus diferentes mandatos políticos, de vereador, deputado estadual ou federal de todos os seus filhos, incluindo ainda as ex-esposas, amigos, familiares, além de advogados e milicianos, como se pretende demonstrar: “A obra lança luz sobre o passado do clã Bolsonaro e as peças que levaram, em 2018, ao escândalo das rachadinhas a partir de transações suspeitas de Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio Bolsonaro e amigo de longa data de Jair.” 1 As rachadinhas, termo cunhado pela própria grande mídia brasileira, não são uma novidade na política do Rio de Janeiro ou do País.
No entanto, como avalia Dal Piva, “ a grande diferença na história do Bolsonaro é que há um esquema de uma proporção muito grande, porque ele botou os filhos na política com esse esquema .” 2 Uma investigação da BBC News Brasil, porém, levantou indícios de que Flávio seria um funcionário fantasma .
Na mesma época em que estava lotado em um cargo no Gabinete Parlamentar do pai, na Câmara dos Deputados, que exigia a presença em Brasília, o hoje senador tinha duas atividades presenciais no Rio de Janeiro: a faculdade de direito e um estágio voluntário na Defensoria Pública.
Anos após ter ocupado esse cargo na Câmara, Flávio se tornou alvo da denúncia de que ele teria servidores fantasmas em seu próprio gabinete.
O caso veio à tona no final de 2018, pouco depois de seu pai ser eleito Presidente da República, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentação milionária – incompatível com seu salário – só que na conta de Fabrício Queiroz, chefe de gabinete de Flávio na Alerj.
Em 2020, Queiroz foi acusado na denúncia do Ministério Público de ser o operador de um esquema que recolhia parte do salário dos funcionários do antigo gabinete de Flávio em benefício do parlamentar, o que configuraria a chamada rachadinha .
Além disso, os promotores identificaram que Queiroz pagou com dinheiro vivo 169 boletos referentes a pagamentos da escola das filhas ( sic ) de Flávio Bolsonaro e do plano de saúde da família, isso entre 2013 e 2018, somando R$ 247 mil, em valores da época.
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