Anvisa aprova ampliação de uso do Implanon de três para cinco anos
A Anvisa estendeu a validade do implante contraceptivo Implanon NXT para até cinco anos no Brasil.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária ampliou de três para cinco anos o período de eficácia do Implanon NXT, implante subdérmico de etonogestrel. A mudança atualiza a posologia do produto e permite manter o mesmo implante por mais tempo, reduzindo a necessidade de troca e de novos procedimentos.
Decisão se baseou em dados clínicos que apontaram eficácia e segurança no quarto e no quinto anos de uso. No principal estudo analisado pela agência, não houve registro de gestações durante o período estendido, o que sustentou a manutenção da proteção contraceptiva até completar cinco anos após a inserção.
Anvisa também autorizou a inserção do implante logo após o parto e logo após o aborto, inclusive no primeiro e no segundo trimestres. A agência afirmou que a medida pode reduzir o risco de gravidez não planejada quando há perda de acompanhamento depois da alta hospitalar.
Para essa nova condição de uso no pós-parto e no pós-aborto, a avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos). Segundo a Anvisa, a análise concluiu que o balanço entre benefícios e riscos segue favorável.
Implante libera continuamente o hormônio etonogestrel, um progestagênio sintético, no organismo. A substância age principalmente ao inibir a ovulação e ao engrossar o muco do colo do útero, o que dificulta a passagem dos espermatozoides.
Aplicação é feita sob a pele, com anestesia local, na região interna da parte superior do braço. O método é de longa duração e, ao fim do período de uso, o implante precisa ser retirado e pode ser substituído por outro, se a paciente desejar.
Implante já entrou na lista de métodos oferecidos pelo SUS. O método está disponível na rede pública e a inserção e a retirada exigem capacitação de profissionais.
Na saúde suplementar, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) determinou que os planos de saúde devem oferecer o implante contraceptivo hormonal na cobertura obrigatória. A regra passou a valer em 1º de setembro de 2025 para pessoas de 18 a 49 anos na prevenção de gravidez não desejada.
Com a ampliação do uso para cinco anos aprovada pela Anvisa, a tendência é reduzir a frequência de trocas para quem já utiliza o método. A resolução da agência (4.184/2026) foi publicada no Diário Oficial da União.
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