Caso Samylle: MP denuncia tios de menina morta no Rio Grande do Sul
As promotoras de Justiça Luciana Casarotto e Graziela Vieira Lorenzoni, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), denunciaram à Justiça, na sexta-feira (11/9), a tia e o companheiro dela, responsáveis pela guarda de Samylle Valentina, menina, de 4 anos, que chegou morta a uma UPA de Porto Alegre em 17 de agosto.
Eles foram denunciadas pelos crimes de feminicídio e tortura contra a menina, que morava com os tios nos últimos meses antes do crime .
As agressões teriam sido motivadas pelo fato de a menina ter evacuado nas roupas.
Leia também Brasil Caso Samylle: tia de menina de 4 anos que chegou morta em UPA no RS é presa Brasil Caso Samylle: PCRS investiga outros familiares na morte da menina Brasil Criança de 4 anos chega morta e com marcas de agressão em UPA no RS A menina chegou morta à UPA do bairro Bom Jesus, e o laudo médico apontou politraumatismo.
A PCRS ainda apura a participação de outros familiares no crime e existe ainda suspeita de abuso sexual.
A denúncia sustenta que o feminicídio foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar, contra vítima menor de 14 anos, com emprego de tortura e meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da criança e por motivo fútil.
O tio Nicolas Gabriel Almeida, de 22 anos, foi preso em 20 de agosto após confessar as agressões.
Em 27 de agosto, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) prendeu a tia , por demorar cerca de três horas para levar a vítima ao hospital.
A acusação do MP destaca que “o denunciado concorreu para a prática do delito ao desferir violentos golpes contra a vítima” e que a tia teria contribuído para o resultado da morte por omissão penalmente relevante.
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1 de 2 Criança foi espancada até a morte e deixada em hospital Divulgação 2 de 2 Tio da menina foi preso pela morte Divulgação “Sendo tia e guardiã fática da criança, poderia e deveria ter adotado imediatas providências para socorro médico após constatar os ferimentos em Samylle.
No entanto, a denunciada permaneceu com a criança em casa por período incompatível com a gravidade dos ferimentos, no intuito de evitar a responsabilização criminal do companheiro”, afirmou o documento expedido pelo MP.
Leia também Brasil Caso Samylle: tia de menina de 4 anos que chegou morta em UPA no RS é presa Brasil Caso Samylle: PCRS investiga outros familiares na morte da menina Brasil Criança de 4 anos chega morta e com marcas de agressão em UPA no RS Com a denúncia, o Ministério Público formaliza o processo criminal, e um juiz vai analisar se aceita ou não a acusação.
Uma vez acatada a incriminação, os investigados tornam-se réus e são citados para apresentar defesa prévia.
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