WhatsApp e controle parental de adolescentes: veja o que diz a psicologia
O WhatsApp disponibilizou novas ferramentas de controle parental que permitem a pais e responsáveis vincular suas contas às dos filhos adolescentes e definir limites de uso do aplicativo.
Os recursos incluem restrições sobre quem pode visualizar a foto de perfil do jovem, adicioná-lo , acompanhar suas publicações no “status’, além de enviar alertas aos pais sobre entradas e saídas de grupos.
Leia Mais Anvisa cria regras para produção e venda de cosméticos artesanais Calor extremo é risco para gestantes, avaliam profissionais da saúde Mais comum, porém cada vez mais curável: o novo retrato do câncer de mama Embora o avanço tecnológico represente um passo na segurança digital de menores , especialistas em psicologia ressaltam que a supervisão eletrônica deve atuar como um apoio complementar, sem substituir o diálogo e o vínculo de confiança entre pais e filhos.
O que é privacidade e o que é vigilância total A chegada das funções atende a uma demanda antiga sobre a responsabilidade das plataformas.
De acordo com a psicóloga Débora Telle, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, percebeu-se forte resistência ao longo dos anos para a implementação de medidas protetivas.
No formato adotado pelo aplicativo , o conteúdo das mensagens trocadas pelo adolescente permanece criptografado e inacessível aos pais.
O responsável acompanha as movimentações em grupos e gerencia permissões por meio de uma senha (PIN).
Para a especialista, a preservação da privacidade das conversas é saudável do ponto de vista do desenvolvimento emocional.
O adolescente precisa de um espaço de privacidade para construir identidade e autonomia.
A vigilância total tende a gerar segredo e desconfiança, não proteção.
Débora Telles, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP Ela pondera ainda que a adesão ao recurso deve ser feita em tom de cooperação.
“Como qualquer mudança exige um PIN dos pais, a ferramenta funciona melhor quando é configurada em conjunto, como um acordo familiar, e não como punição.
É um apoio, nunca um substituto para o diálogo”, afirma a psicóloga.
Maturação cerebral e riscos do ambiente digital A necessidade de acompanhamento dos pais é respaldada por fatores biológicos e comportamentais da adolescência .
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