Skaf critica avanço da 6×1 durante período eleitoral: “PEC boca de urna”
A PEC do fim da escala 6×1 começou a andar no Senado, com o encaminhamento da pauta para a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Casa.
Paulo Skaf , presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), manifestou forte oposição à aprovação da proposta no atual contexto eleitoral.
Em entrevista ao CNN 360º desta quarta-feira (25), Skaf defendeu que possíveis motivações políticas de senadores que concorrem à reeleição contaminam o debate.
“O relator Omaz Aziz (PSD-AM) é candidato no Amazonas e age como candidato, ele está com pressa.
Por que ele e o presidente Lula estão com pressa? Eles estão pensando na eleição, não nas pessoas, nos interesses da população brasileira”, apontou Skaf.
Relator da 6x1 descarta mudar texto e quer entregar parecer nesta quinta É inadequado discutir o fim da escala 6x1 em período eleitoral, diz CACB Lula volta a defender fim da 6x1 nas redes: "É sobre tempo para família" Na avaliação dele, deixar a votação da pauta para depois das eleições traria razão à discussão : “O que está se fazendo é usar essa PEC como uma ‘PEC boca de urna’ , com total interesse eleitoral”.
Diante do avanço da proposta, Skaf anunciou que a Fiesp articulará um movimento junto a senadores que não são candidatos nestas eleições , por considerá-los mais livres de pressões eleitorais.
“Já temos uma reunião marcada segunda-feira aqui na Fiesp, com vários setores e várias entidades”, declarou.
Skaf lembrou ainda que, em momento anterior, quando houve tratativas para adiar a votação com o presidente do Senado, cerca de 3 mil entidades de todo o Brasil assinaram um manifesto pedindo que as discussões fossem postergadas para depois das eleições.
“ Ninguém nega discutir nada , mas não com motivação eleitoral.
Não se pode fazer chantagem com os senadores, chantagem com os deputados”, reforçou.
Para ele, o governo vendeu a pauta do fim da 6×1 como se fosse um benefício ou presente: “Só esqueceu de falar que tem uma conta e quem vai pagar essa conta são os mais pobres.” Ele também defendeu a chamada “PEC do Trabalho Flexível” , que permitiria a negociação de escalas e jornadas por meio de acordos coletivos ou individuais, como alternativa mais adequada à diversidade setorial do país.
Para Skaf, a ausência de estudos de impacto é outro ponto crítico.
“Nem a Câmara dos Deputados, quando aprovou, teve estudo nenhum e nem o Senado tem estudo nenhum”, afirmou, questionando a transparência do processo.
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