Inflação alivia pressão, mas BC não dá certeza sobre queda de juros
A desaceleração da inflação em julho trouxe um alívio parcial para o cenário econômico e reforçou a percepção de que há espaço para novos cortes na taxa básica de juros.
Ainda assim, o Banco Central (BC) evitou dar qualquer indicação mais clara sobre os próximos passos da política monetária, mantendo a incerteza sobre a trajetória da Selic nos próximos meses.
Dados divulgados nesta terça-feira (11/8) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho , após alta de 0,16% em junho, indicando perda de fôlego da inflação no curto prazo.
No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,44% , retornando ao intervalo de tolerância da meta perseguida pelo BC, após dois meses acima do teto.
A meta de inflação para 2026 é de 3% ao ano, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços de alimentos, que ajudaram a conter o avanço do índice, mesmo diante da pressão em itens como habitação, especialmente energia elétrica.
Apesar do alívio no indicador, o Comitê de Política Monetária (Copom) tem adotado um discurso cauteloso.
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