Todo brasileiro deveria ter ETF de títulos públicos atrelados à Selic, diz Investo
A democratização dos fundos negociados em bolsa (ETF, na sigla em inglês) esbarra na dificuldade em comunicar aos investidores os primeiros passos em um meio a uma gama enorme de opções, siglas e regras.
Nesse sentido, não há nada melhor do que começar com os títulos públicos pós-fixados atrelados à taxa básica de juros, a Selic, via ETFs, com benefícios tributários e maior facilidade de reinvestimento, na comparação com os fundos abertos ou com títulos do Tesouro Direto, diz Cauê Mançanares, diretor-executivo da Investo.
“Todos os brasileiros deveriam ter esse investimento, por ser o ativo livre de risco de curto prazo.
Ele é a base de todo portfólio, porque tira volatilidade da carteira”, afirmou o executivo em evento da B3 realizado em São Paulo.
A segunda camada é a proteção contra a inflação, explica Mançanares.
“Qual é a aquele dinheiro que eu quero ter mais de dois anos investido? Eu não sei qual será a inflação nesse período, e você pode receber IPCA + 7% ou até IPCA + 8%, e proteger o poder de compra em relação à inflação”, diz.
O próximo passo seria ir em direção a outras opções mais sofisticadas, conforme o perfil do investidor.
Sejam em Letras Financeiras, crédito privado, prefixados ou renda fixa internacional, há possibilidades de aumentar o risco e o potencial de retorno.
“Nem todos querem ir nessa direção.
Você não precisa montar essa carteira de uma vez.
Pode começar no simples, e adicionar complexidade com o tempo”, diz.
Ele ressalta que nessa terceira categoria, há falta de produtos para o investidor brasileiro.
Um dos motivos é a tributação que ainda pune esses investimentos em relação a outras opções no mercado de renda fixa, como os fundos isentos.
Um ETF cujo índice de referência seja uma carteira exclusivamente composta por debêntures de infraestrutura, por exemplo, recebe hoje tributação de 25% no imposto de renda, ante zero se fosse um fundo aberto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.