'Coxinha, pastel e brigadeiro': intercâmbio leva estudantes da Nova Zelândia a escola pública de cidade do interior de SP
Adolescentes estrangeiros fazem intercâmbio em escolas da região A mais de 12 mil quilômetros de casa, três jovens da Nova Zelândia trocaram o cenário do Sudoeste do Pacífico pelo cotidiano do interior paulista.
Kate, Lola e Olivia estão em Mairinque (SP) para vivenciar uma experiência que vai muito além da sala de aula: o aprendizado da língua portuguesa, o intercâmbio cultural e o acolhimento brasileiro. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp As três meninas fazem parte de um grupo de 31 adolescentes estrangeiros, de 14 a 17 anos, acolhidos por escolas públicas paulistas por meio de um projeto vinculado ao programa 'Prontos pro Mundo', da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Kate, Lola e Olivia são estudantes da Nova Zelândia em intercâmbio em Mairinque (SP) Reprodução / TV TEM Na região de Sorocaba (SP), além de Mairinque, municípios como Itapetininga (SP), Tatuí (SP) e São Miguel Arcanjo (SP) também receberam intercambistas.
Quando desembarcaram em Mairinque, as jovens sabiam pouquíssimas palavras em português e tinham pouco conhecimento sobre o Brasil.
As meninas relatam que as poucas referências que possuíam eram o futebol, o atacante Neymar e a fama receptiva do povo brasileiro.
Nenhuma das três fala português fluentemente.
No entanto, dentro da Escola Estadual Professora Maria de Oliveira Lellis Ito, em Mairinque, a comunicação ganhou um pouco mais de facilidade.
Enquanto as neozelandesas treinam o português, os estudantes brasileiros aproveitam cada momento para colocar o inglês em prática.
Intercambistas estudam na Escola Estadual Professora Maria de Oliveira Lellis Ito, em Mairinque (SP) Reprodução / TV TEM Olivia comentou que vir ao Brasil ajudou muito na aprendizagem do idioma, tendo em vista que aprende muito mais interagindo no dia a dia do que usando aplicativos no celular.
A jovem afirmou que a viagem foi a melhor escolha que fez até hoje.
Adaptação pedagógica Para os estudantes locais, a convivência tem sido uma oportunidade única de aprendizado mútuo.
"Como ela quer aprender o português, nós estamos aprendendo inglês com ela.
A gente a acolheu muito bem e está sendo algo inovador, tanto para nós quanto para a escola", relata uma aluna da unidade.
Na rotina escolar em Mairinque, as intercambistas cumprem a mesma grade curricular dos alunos brasileiros, mas contam com aulas de reforço intensivo na língua portuguesa.
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