Em nota, Brasil condena Israel por construção de 1.200 casas na Cisjordânia
O governo brasileiro condenou nos “mais fortes termos” o avanço, promovido pelo governo israelense , do processo de construção de mais de 1.200 casas na região “E1”, entre Jerusalém Oriental e Jericó, na Cisjordânia ocupada.
“O Brasil insta Israel a suspender imediatamente o projeto de construção do assentamento E1 e a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado. Reafirma, nesse contexto, o compromisso do Brasil com a solução de dois Estados”, diz o comunicado do Itamaraty.
Caso o projeto seja implementado, a Cisjordânia seria dividida em duas partes — Norte e Sul — e Jerusalém Oriental seria isolada do restante do território ocupado . Para Brasília, isso “ameaça ainda mais a continuidade territorial do Estado da Palestina e inviabiliza a solução de dois Estados”.
O governo brasileiro, por sua vez, relembrou em comunicado que o estabelecimento de assentamentos no território palestino ocupado representa flagrante violação do direito internacional, em especial da Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança.
Israel já abriu licitação para a construção de 1.234 unidades habitacionais na Cisjordânia ocupada , avançando com uma grande expansão ilegal de assentamentos no território.
A medida já faz parte do plano de Tel Aviv para criar a chamada área “E1” , ou seja, um “corredor” contínuo de assentamentos israelenses entre Jerusalém Oriental ocupada e o grande assentamento de Ma’ale Adumim, a cerca de 7 km a leste de Jerusalém.
Com isso, prejudicaria ainda mais a circulação de palestinos entre o norte e o sul da Cisjordânia e isolaria comunidades em ambos os lados.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos já descreveu o projeto E1 como uma “medida grave e ilegal para consolidar a anexação”, enquanto o secretário-geral da ONU afirmou que a construção de assentamentos no local viola o direito internacional e contraria diretamente as resoluções da ONU.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.