Juros futuros sobem com cenário eleitoral mais acirrado
As taxas dos DIs de longo prazo fecharam a segunda-feira (14) com altas, mas distantes das máximas do dia, após novas pesquisas eleitorais confirmarem uma disputa acirrada para a Presidência, enquanto no exterior o dia foi de aversão a ativos de risco e alta do petróleo.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,615%, com queda de 1 ponto-base ante o ajuste de 13,625% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,25%, com elevação de 7 pontos-base ante 14,179%.
A continuação do conflito entre Estados Unidos e Irã , que segue prejudicando o transporte no Oriente Médio , impulsionou o petróleo Brent nesta segunda-feira, com a commodity chegando a se aproximar de US$ 110 o barril mais cedo .
Leia Mais Wall Street fecha em queda com receios sobre IA e à espera do Fed juros Bolsas da Europa caem com investidores temerosos sobre IA; Londres sobe Petróleo fecha em alta diante de novos ataques no Estreito de Ormuz Os investidores globais também demonstraram ao longo do dia aversão a ativos de maior risco, como ações e títulos de países emergentes, o que deu certo suporte à curva de DIs.
Internamente, destaque para as novas pesquisas eleitorais.
Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha divulgada após o fechamento dos mercados mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% em uma simulação de segundo turno.
O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada na manhã desta segunda-feira mostrou Lula com 47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem de 2 pontos percentuais.
Neste caso, porém, Lula voltou a ter vantagem numérica, que no levantamento anterior era de Flávio.
A nova pesquisa Quaest , também divulgada nesta segunda-feira, mostrou Flávio com 42% e Lula com 40%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O fato de Flávio estar numericamente atrás de Lula no levantamento BTG/Nexus, apesar de estar à frente na pesquisa Quaest, trouxe cautela para os negócios.
A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,730% (+11 pontos-base) às 10h31, já após a divulgação das pesquisas.
Já a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a máxima de 14,325% (+15 pontos-base) às 9h23, quando apenas as pesquisas Datafolha e BTG/Nexus eram conhecidas.
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