Dez anos depois do impeachment de Dilma, o que dizem protagonistas que participaram do processo
Dez anos após o impeachment de Dilma Rousseff , personagens que participaram do processo ainda divergem sobre as razões que levaram à queda da então presidente, mas convergem em um ponto: o episódio provocou mudanças profundas na política brasileira.
Entre os efeitos apontados estão o enfraquecimento dos partidos que até então protagonizavam a disputa nacional, a ascensão da direita liderada por Jair Bolsonaro e mudanças na relação entre o Executivo e o Congresso .
O Senado concluiu o julgamento do impeachment em 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20.
Dilma foi condenada por crime de responsabilidade e perdeu o mandato, mas teve os direitos políticos preservados.
O processo havia começado em dezembro de 2015 na Câmara dos Deputados e avançou em meio à deterioração da base governista, às investigações da Operação Lava Jato e a grandes manifestações de rua.
Na etapa final do processo, Dilma, já afastada do cargo, discursou aos senadores durante cerca de 40 minutos.
Disse que a democracia estava com ela no banco dos réus e ressaltou que o impeachment abria um “precedente” para outros presidentes.
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Condenar um inocente.
Faço um apelo final a todos os senadores: não aceitem um golpe que, em vez de solucionar, agravará a crise brasileira.
Peço que façam justiça a uma presidenta honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal, na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu.
Votem sem ressentimento.
O que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos sentimos pelo país e pelo povo brasileiro.
Peço: votem contra o impeachment.
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