Escritórios de assessoria de investimentos avançam no Brasil fora do eixo tradicional
São Paulo ainda concentra quase metade dos escritórios de assessoria de investimentos do Brasil, mas o crescimento da última década ocorreu em ritmo maior fora do eixo tradicional.
Santa Catarina mais do que dobrou sua base desde 2015, Goiás avançou 67% e o Rio de Janeiro perdeu 18% dos escritórios no período.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado por Francisco Amarante, superintendente da Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (ABAI), a partir dos cadastros públicos de participantes regulados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A base tem como data de corte 15 de julho de 2026.
Leia também: Escritórios de assessoria têm quase 5 vezes mais profissionais que há uma década Novas praças em destaque São Paulo tinha 704 escritórios de assessoria ativos em 2026, equivalentes a 49,5% do total nacional.
Apesar da liderança, o número representa crescimento de apenas 7% sobre os 656 registrados em 2015.
No Rio de Janeiro, segundo maior mercado do país, a trajetória foi negativa.
O Estado passou de 244 escritórios em 2015 para 199 em 2026, queda de 18%.
Atualmente, o Rio responde por 14% dos escritórios ativos do Brasil.
Os movimentos mais acelerados apareceram fora desse eixo.
Santa Catarina passou de 33 para 68 escritórios entre 2015 e 2026, mais que dobrando sua base.
Goiás avançou de 15 para 25, alta de 67%.
O Paraná saiu de 64 para 88 escritórios no mesmo intervalo, crescimento de 37%.
No Distrito Federal, o número passou de 22 para 30, avanço de 36%.
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