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Depois de entrar em falência com centenas de lojas fora do plano, rede de artesanato liquida todas as unidades e encerra um modelo de varejo pressionado pelo comércio eletrônico

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Depois de entrar em falência com centenas de lojas fora do plano, rede de artesanato liquida todas as unidades e encerra um modelo de varejo pressionado pelo comércio eletrônico

A marca, mas não nenhuma das lojas físicas, foi comprada por uma varejista rival após o fechamento total

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual rede de artesanato entrou em falência pela segunda vez em menos de um ano. Por que a liquidação acabou pegando centenas de lojas que o plano inicial não previa fechar. O que pressionou o modelo de loja física da rede nos últimos anos. Qual é a diferença entre liquidar a operação inteira e vender só a marca. O que aconteceu com a marca depois que as lojas físicas fecharam de vez. Uma rede americana de tecidos e artesanato entrou em falência pela segunda vez em menos de um ano e terminou liquidando todas as suas quase 800 lojas, encerrando um modelo de varejo físico que já vinha perdendo tráfego para o comércio eletrônico havia anos.

A empresa é a Joann, que pediu recuperação judicial em janeiro de 2025, a segunda em menos de 12 meses. A rede chegou a operar quase 800 lojas em 49 estados americanos, e o processo terminou com a venda dos ativos da companhia à liquidante GA Group em conjunto com os próprios credores.

Joann Fabrics to close all stores nationwide after bankruptcy filing. The craft retailer, a staple since 1943, will liquidate following an asset purchase by GA Group, ending its 80-year run. https://t.co/hB8Ch1bT4B

No início de fevereiro de 2025, enquanto ainda buscava um comprador para manter parte da operação funcionando, a empresa chegou a anunciar o fechamento de cerca de 60% das lojas no país. Sem uma proposta que mantivesse a rede de pé, porém, a liquidação acabou avançando sobre a totalidade das unidades, num processo dividido em duas etapas: 255 lojas fechadas até o fim de abril e as 535 restantes até 30 de maio de 2025.

Como grande parte das redes especializadas em tecidos e materiais para artesanato, a empresa vinha perdendo tráfego constante nas lojas físicas para concorrentes digitais, que oferecem os mesmos insumos com entrega em casa e preços mais competitivos, pressão que já havia motivado a primeira recuperação judicial da companhia meses antes da segunda.

Liquidar significa vender todo o estoque e encerrar fisicamente as operações, processo que foi o destino final das quase 800 lojas. Vender a marca é outra coisa: significa repassar o nome, a propriedade intelectual e os produtos de marca própria para outra empresa continuar explorando comercialmente, sem necessariamente manter nenhuma loja física aberta.

Depois da liquidação física completa, a varejista de artigos de artesanato Michaels adquiriu a propriedade intelectual e as marcas próprias da companhia falida, mas nenhuma das lojas físicas fez parte dessa aquisição, o que ilustra justamente a diferença entre salvar um nome comercial e manter de pé uma rede de varejo inteira.

Redes que perderam a corrida para o comércio digital até o fechamento total também aparecem no relato sobre o grupo de luxo que acumulou dívidas bilionárias na compra de uma rival e pediu recuperação judicial .

Mais detalhes sobre o caso estão disponíveis na reportagem original da NPR .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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