Justiça revoga tornozeleira eletrônica a cunhados de Rodrigo Manga
A Justiça Federal revogou a medida cautelar de monitoração eletrônica — a conhecida “tornozeleira” — a Josivaldo Batista de Souza e Simone Rodrigues Frate de Souza , cunhados de Rodrigo Manga (sem partido) , o “prefeito tiktoker” de Sorocaba , no interior de São Paulo .
A decisão foi assinada pela desembargadora Renata Lotufo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região ( TRF-3 ), na quarta-feira (19/8).
Segundo o texto, consultado pelo Metrópoles , os dois usavam a tornozeleira eletrônica desde novembro de 2025, época em que o Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) trocou as prisões preventivas por medidas cautelares.
Para a desembargadora, “não há elemento concreto que indique a necessidade de manutenção da monitoração eletrônica”.
Ela aponta o fato de que, nos últimos meses, o casal não descumpriu as obrigações impostas, e que o inquérito da polícia já foi concluído.
No momento, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal ( MPF ) aguarda recebimento.
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Josivaldo , que é pastor da igreja Templo Glória e Renovo de Deus e concunhado de Manga , havia sido preso na segunda fase da operação, ainda em novembro do ano passado.
Ele é casado com Simone , cunhada do prefeito, que também é pastora , e permaneceu um período foragida.
À época da deflagração da operação, a PF encontrou cerca de R$ 903 mil em espécie em um endereço ligado aos religiosos.
Movimentações suspeitas envolvendo a igreja do casal, que tem duas sedes em São Paulo, teriam chamado a atenção dos investigadores, que apontam Simone como operadora financeira do prefeito Rodrigo Manga .
Josivaldo também mantinha uma contabilidade paralela, e repassava propina à esposa do prefeito a partir de um contrato de fachada, relativo a serviços de marketing digital não prestados.
Ainda de acordo com a PF, Simone era a responsável pelo pagamento de “inúmeras contas pessoais” de sua irmã Sirlange, primeira-dama de Sorocaba, e do prefeito Manga, “muito provavelmente com a utilização dos recursos de origem ilícita” relacionados a um esquema de desvio de recursos da Saúde da cidade.
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