Creutzfeldt-Jakob: por que a doença é tão rara e difícil de diagnosticar?
Rara, rápida e sem cura: o que é a doença de Creutzfeldt-Jakob A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada no especialista em aviação e influenciador Lito Sousa, é uma condição neurológica rara e de evolução rápida, que pode provocar perda de memória, alterações de comportamento, dificuldade de coordenação e comprometimento dos movimentos.
Estimativas internacionais apontam para cerca de 1 a 2 casos por milhão de habitantes por ano.
No Brasil, neurologistas ouvidos pelo g1 avaliam que parte dos casos pode nem chegar ao diagnóstico, o que ajuda a explicar a diferença entre os registros nacionais e a frequência observada em outros países (entenda mais ABAIXO). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Um dos principais desafios é reconhecer a doença no início.
Os primeiros sintomas podem se parecer com os de outras condições neurológicas, como encefalites e outras causas de demência rapidamente progressiva. ➡️ Além disso, a DCJ costuma avançar em poucos meses, o que torna importante investigar cedo e descartar outras doenças que podem ter tratamento.
A investigação combina avaliação clínica com exames como ressonância magnética, eletroencefalograma e análise do líquor, o líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal.
Um ponto importante, porém, é o acesso ao RT-QuIC, um dos testes mais específicos para ajudar a identificar a doença.
E apesar de ter melhorado a precisão do diagnóstico nos últimos anos, o exame ainda não está amplamente disponível no Brasil.
Mas por que a DCJ é tão incomum? E o que torna seu diagnóstico tão complexo? Entenda mais abaixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Lito Sousa é dono do canal 'Aviões e Músicas', no YouTube, onde explica, em linguagem acessível, como funcionam aviões, procedimentos de segurança, turbulências e acidentes aéreos.
Reprodução/Redes Sociais Por que a Doença de Creutzfeldt-Jakob é tão rara? A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) está entre as condições neurológicas mais incomuns do mundo.
Estimativas usadas por órgãos como o NHS, o sistema público de saúde do Reino Unido, apontam para cerca de 1 a 2 casos por milhão de habitantes por ano. ➡️ Isso significa que, mesmo em países com sistemas de vigilância muito bem estruturados, a doença aparece poucas vezes por ano.
No Brasil, porém, especialistas avaliam que o número conhecido pode estar abaixo do real.
“A gente não sabe por que essa doença é tão rara, mas ela não é tão rara quanto os dados que a gente tem no Brasil”, afirma Jerusa Smid, neurologista do Hospital das Clínicas da USP, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein.
Entre 2005 e 2021, o Ministério da Saúde recebeu 1.576 notificações de suspeita de DCJ.
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