As bets não inventaram o futebol brasileiro
Que os clubes de futebol defendam a dinheirama que as bets lavam ao patrociná-los não surpreende.
Que não levem em conta o mal que fazem aos seus torcedores endividados pela jogatina desenfreada é chocante.
Mas que digam que sem o patrocínio delas será o fim do futebol é apenas patético, ridículo, hipócrita, cínico e risível.
Desfaçatez deveria ter limite e os clubes poderiam abdicar de argumento tão dramático como mentiroso, tão alarmante como falso.
O futebol não acabará se as bets desaparecerem porque os bancos continuarão a existir, assim como a indústria automobilística, farmacêutica, petrolífera, etc etc etc.
Ignoram os cartolas associados aos lavadores de dinheiro, e exploradores da miséria alheia, que os torcedores são contra as bets.
Segundo levantamento feito ontem pelo Portal 91 , "analisadas 90.123 interações (X + Instagram) em 31.761 foi possível identificar uma posição clara sobre o discurso adotado pelos clubes.
19,6% das respostas mencionaram a dependência financeira ou o interesse econômico dos clubes.
13,5% fizeram referência aos impactos sociais das apostas, como vício, endividamento e efeitos sobre famílias.
10,5% recorreram a um argumento histórico: o futebol brasileiro existia antes da expansão das bets.
A própria expressão 'fim do futebol brasileiro', utilizada para dimensionar os possíveis impactos econômicos das restrições, passou a ser apropriada de forma irônica nas redes".
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.