A revolta de procuradores com Paulo Gonet na PGR
A postura branda da Associação Nacional dos Procuradores da República sobre Paulo Gonet na PGR — citado por Daniel Vorcaro como um aliado nas conversas com Alexandre de Moraes — deve provocar uma rebelião na categoria.
É o que garante um integrante da cúpula da PGR sobre a pressão contra Gonet: “A revolta é geral.
A primeira instância está pegando fogo.
A ANPR está tentando conter a classe, mas é difícil silenciar 1.000 procuradores da República”.
Gonet aparece no relatório da Polícia Federal como alguém que era considerado um aliado por Vorcaro.
Em diferentes mensagens o nome dele é citado como alguém que poderia ajudar a bloquear investigações ou evitar a prisão do dono do Banco Master.
“Estamos no escuro, o Paulo só disse que estava olhando pessoalmente e que não teria sacanagem”, disse Vorcaro a Moraes, numa das tantas conversas identificadas pela Polícia Federal.
Continua após a publicidade Gonet nega qualquer atuação ilegal na PGR.
Tão logo o relatório da PF surgiu, revelando as citações e a relação dele com Vorcaro em eventos com charutos e Macallan, o chefe da Procuradoria assinou um parecer para anular todas as provas.
Entidades como a OAB e a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal pediram que o procurador-geral se afaste de investigações ligadas ao Banco Master.
Continua após a publicidade A ANPR, por sua vez, se limitou a divulgar algumas frases enigmáticas sobre a crise: “A Associação Nacional dos Procuradores da República conclama todos os agentes públicos envolvidos a agir com moderação e apego à legalidade, com a serenidade de quem confia que as instituições, construídas ao longo de décadas de amadurecimento democrático, têm mecanismos próprios para superar crises e divergências, garantindo os princípios basilares do Estado Democrático de Direito”.
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