Dia da Saúde Mental: estamos salvando vidas ou só evitando mortes?
Uma pessoa pode sorrir, trabalhar, conversar com você, cuidar dos filhos, participar de reuniões e, ainda assim, estar pensando em desistir da própria vida.
Talvez essa seja uma das mensagens mais importantes neste Dia Mundial da Saúde Mental.
O sofrimento nem sempre aparece Existe uma ideia equivocada de que o sofrimento emocional grave é sempre visível.
Muitas pessoas acreditam que alguém em sofrimento estará necessariamente isolado, chorando, afastado da rotina ou demonstrando claramente que precisa de ajuda.
Mas a realidade costuma ser muito mais complexa.
Ao longo dos anos de consultório, encontrei pessoas que continuavam funcionando aparentemente bem.
Trabalhavam, estudavam, viajavam, conviviam com amigos e familiares, cumpriam seus compromissos e seguiam suas rotinas.
Por fora, pareciam bem.
Por dentro, porém, enfrentavam uma dor emocional profunda, silenciosa e muitas vezes invisível para aqueles que estavam ao redor.
É justamente por isso que acredito que esta campanha nos convida a refletir sobre uma questão que vai além da prevenção do suicídio: estamos salvando vidas ou apenas evitando mortes? A diferença pode parecer pequena, mas não é.
Evitar uma morte significa intervir em um momento de crise.
É proteger alguém quando o sofrimento se tornou insuportável.
É oferecer acolhimento, tratamento e suporte quando a pessoa já não consegue enxergar saída para sua dor.
Salvar uma vida, por outro lado, talvez seja algo mais amplo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.