'Vamos adotar as medidas necessárias para reduzir os juros', afirma Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai trabalhar com o objetivo de reduzir a taxa básica de juros do Brasil. Para isso, ele reforçou o compromisso com "superávits crescentes e recorrentes" das contas públicas.
Durigan garantiu atuação para derrubar as taxas de juros. O ministro citou o esforço como o primeiro passo para a agenda fiscal do Brasil. "O desafio de agora do país é reduzir a taxa de juros e ter juros civilizados. [...] Nós vamos adotar as medidas necessárias, com amplo debate democrático, para isso acontecer", disse, durante participação no BTG Macro Day.
Ministro previu superávit fiscal crescente a partir de 2027. A perspectiva de Durigan para as contas públicas considera a arrecadação acima dos gastos já no ano que vem. "Não podemos regredir. Se vamos conseguir um superávit primário no ano que vem, ele precisa ser o patamar para superávits maiores. Se a gente começou a fazer a revisão de benefícios fiscais, temos que progredir criando uma cultura para isso", disse.
Ele defendeu que os debates fiscais sejam democráticos. Durigan afirmou que o melhor andamento das contas públicas será desenhado com o respeito entre todos os Poderes. "Eu não vou olhar para uma planilha e dizer que vou buscar algo a todo custo, independentemente do diálogo. Você tem que buscar diálogo", disse o ministro Durigan.
Titular da Fazenda disse que política social não é entrave. Segundo Durigan, o debate a respeito dos benefícios sociais foi vencido pelo presidente Lula. "Eu cresci em Brasília ouvindo as pessoas chamarem os beneficiários de vagabundos, mas quando tiveram a caneta na mão, ampliaram os benefícios e disseram que era 'política de Estado'", afirmou o ministro. Ele, no entanto, não descarta a necessidade de ajustar os benefícios para proteger as contas públicas.
Não dá para fazer política social sem revisão dos gastos, sem controlar o critério de concessão e acompanhar os beneficiários. Dario Durigan, ministro da Fazenda
Reforma para redução dos supersalários é apoiada por Durigan. O ministro defendeu a limitação dos adicionais remuneratórios de alguns servidores, a exemplo de diárias e passagens aéreas e auxílios, para contribuir com o ajuste fiscal. "Você tem que ter cinco ou seis exceções. Não dá para ter 80 e deixar pagar o que for", afirmou.
Durigan defendeu a atualização da aposentadoria dos militares. O chefe do Ministério da Fazenda relatou que alguns integrantes das Forças Armadas conquistam a aposentadoria aos 46 anos, o que exige uma atualização para uma situação menos discrepante em relação à população em geral. "A inatividade dos militares leva a um pagamento até 85 anos ou até mais. As pessoas no país vão se aposentar com 75 anos daqui a pouco. O milita tem que se aposentar com um pouco mais", disse.
As instituições públicas não são fortalecidas quando você olha no jornal e tem desembargador ganhando R$ 400 mil ou um advogado público ganhando um honorário ou um fundo privado. Dario Durigan, ministro da Fazenda
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