A reação dos aliados asiáticos após Trump dizer que conversou com Kim Jong-un
O presidente americano, Donald Trump, afirmou, na segunda-feira 17, que converou com o líder norte-coreano Kim Jong-un depois de ter ordenado que os Estados Unidos reduzissem os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul .
A declaração provocou uma onda de reações entre os aliados de Washington na Ásia, que veem o regime de Pyongyang como uma ameaça nuclear.
Em declarações à imprensa no Salão Oval, Trump foi questionado se Kim tem respondido aos acenos da Casa Branca por uma conversa.
“Sim, ele respondeu”, disse o líder americano, sem fornecer mais detalhes.
Antes disso, ele havia anunciado de forma repentina, no domingo 16, que havia ordenado ao Pentágono a redução das manobras militares “inapropriadas e hostis” com a Coreia do Sul.
Na segunda-feira, insistiu que estava tornando a situação “muito mais segura” graças a seus vínculos com Kim.
Os dois se reuniram três vezes durante seu primeiro mandato — incluindo as cúpulas em 2018 e 2019, antes do colapso das negociações sobre o arsenal nuclear de Pyongyang –, além de terem trocado uma série de cartas.
Mas o relacionamento tem tido menos destaque desde o retorno à Casa Branca em 2025.
Reações Os exercícios “Ulchi Escudo da Liberdade”, com duração de 11 dias e realizados em conjunto com a Coreia do Sul, são concebidos para preparar os países para uma possível guerra com a Coreia do Norte — nação que considera as manobras um ensaio geral para uma invasão.
Nesta terça-feira, 18, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, expressou apoio à cooperação conjunta de segurança com os Estados Unidos, seu principal aliado na área de defesa, e com a vizinha Coreia do Sul.
Continua após a publicidade “Como o Japão enfrenta o ambiente de segurança mais grave e complicado do pós-guerra, a cooperação entre Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul é fundamental para a paz e a estabilidade da região”, disse Koizumi durante uma visita à Austrália.
Seu homólogo australiano, Richard Marles, afirmou que Canberra está “muito preocupada com o programa nuclear da Coreia do Norte, assim como com seu programa de mísseis, e deixamos claro este ponto de maneira constante”.
Continua após a publicidade Autoridades sul-coreanas informaram que as manobras começaram de acordo com o previsto e que esperam que a química pessoal entre Trump e Kim os leve de volta às negociações, e depois reiterou nesta terça que os exercícios não refletem “nenhuma intenção de atacar a Coreia do Norte, nem de intensificar as tensões na península coreana”.
Enquanto isso, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, defendeu que as forças de seu país tenham mais independência em relação aos Estados Unidos.
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