‘Quem faz a feira-livre acontecer?’ Histórias de trabalho, amizade e tradição atravessam gerações entre comerciantes e clientes em Rio Preto
Dia do Feirante: a rotina de quem acorda de madrugada e faz da banca uma história de vida Muito antes do sol nascer e dos moradores de São José do Rio Preto (SP) despertarem, Cleusa Venturim e Hidegair já estão de pé, às 3h10, a todo vapor para iniciar os trabalhos do dia.
Há 43 anos, o casal de feirantes compartilha a mesma rotina: renovar as bancas de hortifrúti e atender a população com um sorriso no rosto.
A primeira parada é na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais (Ceasa), localizada no Distrito Industrial.
Em um espaço de 231 mil metros quadrados, os dois percorrem os galpões para selecionar alimentos que fizeram falta no dia anterior devido à alta procura dos clientes. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Feirante há 43 anos conta sobre processo por trás do trabalho Reprodução/TV TEM Com décadas de experiência, basta um olhar e o toque das mãos para Cleusa reconhecer as melhores frutas e verduras.
"A gente olha o que ficou faltando ontem, na hora que desmontamos a banca.
Então, já marcamos para pegar certo hoje", explicou a mulher em entrevista à TV TEM.
Após repor os alimentos, Cleusa e Hidegair seguem com o carro carregado para a Rua Paulo dos Santos, onde montam a estrutura no Bairro São Manuel.
Aos poucos, a rua se transforma em uma grande feira livre.
Casal participa de feira há 43 anos no noroeste de SP Reprodução/TV TEM Relação de amizade Para muitas pessoas, ir à feira é uma atividade quase obrigatória.
As feiras livres desempenham um papel importante na comercialização de alimentos, especialmente de produtos agrícolas.
Elas diminuem a distância entre quem produz e quem compra, criando uma relação de proximidade e confiança entre feirantes e clientes.
A cuidadora Ednéia da Silva sempre marca presença na feira do bairro em que Cleusa montou sua barraquinha e já desenvolveu uma relação de amizade com os feirantes.
Feira cria vínculos entre clientes e vendedores no interior de SP Reprodução/TV TEM “Já faz muito tempo que conheço.
Ela [dona Cleusa] é um amor de pessoa, atende todo mundo desse jeito.
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