O que fez Giay despontar como destaque do Palmeiras? Léo Suzuki explica
Agustín Giay ganhou confiança, adaptou-se ao "contexto" do Palmeiras e passou a ser melhor protegido pelo time para virar destaque, avaliou Léo Suzuki na Live do Palmeiras , do Canal UOL.
O comentarista disse que o argentino chegou muito jovem, ainda "cru" para assumir uma vaga com pressão imediata, e que a mudança de esquema e de companhias em campo ajudou a reduzir a exposição do lateral.
Contexto é a palavrinha mágica. O Palmeiras contratou o Giay do San Lorenzo; era, evidentemente, um jogador que tinha potencial e não estava pronto, longe disso. Não está agora, inclusive.
Quando você contrata um jogador que vai trocar completamente de realidade, de país, de clube, de pressão, de tudo, é um cara que tem potencial, mas não está pronto. Você precisa dar tempo ao tempo. Léo Suzuki
Para Léo, o problema é que o Palmeiras vive uma cobrança diferente, porque entra em campo para disputar títulos e, por isso, a torcida tende a exigir "jogadores prontos" em todas as posições. Nesse cenário, Giay chegou no momento em que a lateral direita passava por transição e acabou recebendo uma responsabilidade grande.
Ele chega para ter esse espaço e acaba caindo no colo dele a responsabilidade de ser esse lateral do Palmeiras. O que vem a partir daí é a oscilação. Você tem bons e maus momentos, como é natural de um jovem que está nesse contexto. Léo Suzuki
O comentarista apontou que, com mais tempo de clube, o argentino conseguiu potencializar características físicas e de duelo individual, além de evoluir tecnicamente no que era cobrado dele com a bola. "Antes ele atrapalhava, agora ele contribui", resumiu, ao falar da participação do lateral nos ataques.
Hoje em dia, o Giay é um cara que contribui nos ataques do Palmeiras. Antes, ele atrapalhava; agora, contribui. E, para além disso, você tem um time que o potencializa melhor.
Antes, ele tinha que fazer aquele corredor direito inteiro, com uma linha de quatro atrás, e ficava mais exposto. Com três zagueiros, você tem um Giay que faz o corredor, mas tem coberturas mais próximas. Léo Suzuki
Léo também citou o impacto das novas conexões pelo lado direito, com jogadores mais próximos para tabelas e "dobradinhas", o que facilita a tomada de decisão e diminui o risco de o lateral ficar isolado. Na leitura dele, isso se soma a um fator menos visível, mas decisivo: confiança.
O resultado é um jogador que ganha mais confiança, uma parte muito importante do processo também. Naquela época, nos piores momentos do Giay, a confiança acaba minando um pouco o jogador. O jogador se sente menos seguro para arriscar. Hoje em dia, o Giay arrisca e tenta um passe mais complicado. Léo Suzuki
O mais próximo do Vitor Roque em termos de características seria o Sosa, mas vai acontecer o mais natural mesmo. Não tendo o Vitor Roque, ou você coloca o Sosa para fazer exatamente o que o Vitor Roque fazia, ou joga com o Arias e o Flaco mais à frente, tendo que compensar através de um alinhamento dos movimentos deles. Léo Suzuki
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