A polêmica com versão de clássico de Madonna feita com inteligência artificial
Clássico de Madonna , Like a Prayer ganhou uma versão com ajuda de inteligência artificial que acabou provocando uma mudança nas regras das principais paradas musicais da Austrália.
A faixa, produzida pelo DJ australiano Josh Fawaz , chegou ao topo das rádios do país e entrou nos rankings oficiais antes de o artista revelar o uso da tecnologia na produção.
A repercussão levou a Associação Australiana da Indústria Fonográfica (Aria) a endurecer suas regras.
A partir de agora, músicas criadas integralmente por inteligência artificial não poderão disputar posições nas paradas de sucesso.
O uso da tecnologia continuará permitido apenas como ferramenta de apoio, em “gravações que utilizem IA generativa em um papel secundário continuarão elegíveis”.
“Essas mudanças refletem nossa intenção de permanecer dinâmicos e promover a natureza humana da criação artística em um espaço que está, para dizer o mínimo, evoluindo rapidamente”, declarou diretora-executiva da Aria, Annabelle Herd .
O caso colocou Madonna, ainda que indiretamente, no centro do debate sobre os limites da IA na música.
Like a Prayer , lançada em 1989, foi transformada em uma nova gravação que utilizava inteligência artificial para reproduzir elementos vocais e instrumentais, levantando dúvidas sobre autoria e os critérios para medir o sucesso de uma canção.
A rainha do pop ainda não se pronunciou sobre a polêmica.
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