Ibovespa tem queda firme sob impacto de inflação e eleições
Em um movimento majoritariamente negativo nas bolsas globais, diante das incertezas geopolíticas, o Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, registra queda bem mais acentuada, impactado por gatilhos domésticos.
Investidores reagem à sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da taxa de juros pode ter acabado, ainda que os dados de inflação apontem uma acomodação dos preços.
Em paralelo, o tema eleições presidenciais começa a ganhar maior peso e gera maior volatilidade no mercado.
Por volta de 15h30, o Ibovespa recuava 2,5%, aos 167.849 pontos.
Dos 78 ativos que compõem o índice, apenas sete operam em campo positivo.
O dólar subia 1,2% frente ao real, cotado a R$ 5,17.
Em Nova York, o Dow Jones perdia 0,3%, o S&P tinha queda de 0,4% e o Nasdaq caía 0,7%.
O petróleo tipo Brent, referência global e brasileira de preço, avança, negociado acima dos US$ 88,70, o barril.
O ouro também sobe, negociados acima de US$ 4.400, maior nível desde maio.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe um balanço de riscos que deu mais peso ao risco de alta da inflação, em uma indicação de que o Banco Central pode decidir pela interrupção do ciclo de cortes de juros nas próximas reuniões.
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