Fazenda atribui desaceleração do PIB a juros altos e prevê reduzir projeção
O Ministério da Fazenda creditou, nesta terça-feira (1º/9), a desaceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) principalmente aos juros da economia e ao elevado endividamento da população.
A pasta adiantou que vai revisar, com “viés de baixa”, a projeção de crescimento do PIB de 2026 , atualmente em 2,3%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano, ante expansão de 1,1% no primeiro trimestre do ano.
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Ao longo do texto, a pasta cita os argumentos para o desempenho arrefecido da economia.
Os destaques são os juros e o endividamento.
“O quadro é consistente com os efeitos ainda predominantes da política monetária restritiva sobre os vetores da absorção doméstica e sobre os setores mais cíclicos da economia, particularmente a indústria de transformação, a construção e o comércio, em um ambiente de endividamento elevado”, diz trecho do documento.
Os juros da economia são influenciados pela taxa básica, a Selic, que é direcionada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
O colegiado é formado pelos diretores do Banco Central ( BC ).
A Selic atualmente está em 14% ao ano.
O índice está em ciclo de queda.
A última redução foi de 0,25 ponto percentual, quando o patamar era de 14,25% ao ano.
O próximo encontro do Copom para deliberar sobre a Selic está marcado para realização nos dias 15 e 16 deste mês.
O endividamento está elevado.
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