Trump diz que Lula pediu "neutralidade" sobre as eleições no Brasil
Após classificar o processo eleitoral brasileiro como uma “desgraça”, o presidente Donald Trump afirmou, nesta quinta-feira (29/10), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a ele que adotasse neutralidade no pleito e não demostrasse apoio a nenhum candidato. O republicano afirmou ainda que pretende falar com o petista sobre as eleições.
O líder norte-americano afirmou ainda que acompanhou ao processo eleitoral brasileiro, mas revelou ter atendido a um pedido do petista sobre neutralidade.
“Não quero comentar sobre isso agora, mas eu acho que as eleições foram um grande constrangimento para o povo do Brasil. Eu assisti à eleição e eu não tomei partido. Eu deixei acontecer. O atual presidente me pediu para não tomar partido. Eu não tomei partido. Mas quando eu assisti o que aconteceu no Brasil foi uma desgraça”, disse.
Os dois líderes já haviam falado sobre as eleições brasileiras na última conversa que tiveram, em agosto. Na ocasião, Lula ligou para Donald Trump e, de acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, o republicano o questionou sobre o pleito.
Em resposta, Lula afirmou que o processo eleitoral tem transcorrido de forma tranquila, que há diversos candidatos na disputa pela Presidência da República e que o sistema eleitoral brasileiro é seguro. O presidente disse ainda que está tudo em ordem no país. Trump não teria feito comentários adicionais sobre o assunto.
Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump em 26 de maio
As eleições brasileiras que reelegeram Lula ocorreram no último domingo (25/10) e o governo norte-americano, até o momento, não se manifestou sobre o resulto do pleito. Em meio a isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula nas eleições, fugiu para os Estados Unidos, onde chegou nessa quarta-feira (28/10).
O político nutre uma aproximação com a gestão trumpista e chegou a ser recebido pelo presidente norte-americano na Casa Branca neste ano. Questionado sobre quem reconhecia como “legítimo presidente do Brasil”, Trump não quis responder .
Após chegar em Miami, Flávio publicou uma carta na qual fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e se autointitulava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” . Horas depois, Flávio postou uma nova versão da carta, substituindo a expressão por “líder do Brasil”.
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