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Sesau detalha pedidos, mas não explica envio de bebê para hospital sem UTI

Campo Grande News ·
Sesau detalha pedidos, mas não explica envio de bebê para hospital sem UTI

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande informou que os pedidos de transferência da bebê Anna Laura, de oito meses, foram enviados para análise dos hospitais de referência, responsáveis por avaliar as solicitações e autorizar o recebimento de pacientes.

A explicação foi apresentada em resposta ao Campo Grande News após o protesto da família, realizado na terça-feira (20).

Apesar disso, a Secretaria não esclareceu quais hospitais foram consultados, se houve recusa de vagas ou por que a criança, diagnosticada com pneumonia e dificuldades respiratórias, foi encaminhada ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão, que não tem UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica.

A bebê morreu em 11 de outubro, após passar pela UPA Universitário, pelo Hospital de Câncer e pelo Hospital Regional.

Na manifestação, a Sesau afirmou que "os registros demonstram que as solicitações foram encaminhadas aos serviços de referência e submetidas aos respectivos processos de avaliação e aceite, em conformidade com os fluxos regulatórios e os critérios institucionais aplicáveis".

A pasta também sustentou que todas as ações administrativas e regulatórias seguiram rigorosamente os protocolos vigentes, com o objetivo de garantir a assistência necessária conforme a evolução clínica da paciente.

Embora confirme que os pedidos passaram pelo processo de regulação, a Secretaria não apresentou a sequência das solicitações, os horários em que foram encaminhadas nem os critérios utilizados para definir o hospital que receberia a criança.

Também não informou se outras unidades com UTI pediátrica foram consideradas antes da autorização da vaga no Hospital de Câncer ou se houve dificuldade para conseguir internação em hospital com estrutura de terapia intensiva.

A ausência dessas informações mantém sem resposta o principal questionamento dos familiares, que cobram explicações sobre o encaminhamento da menina a uma unidade que, poucas horas depois, precisou solicitar nova transferência em razão da gravidade do quadro clínico.

Caso - Ana Laura começou a receber atendimento na madrugada de 7 de outubro, quando foi levada à UPA Universitário com sintomas gripais.

Segundo a mãe, Ana Maria Morel, um exame de raio-X identificou uma mancha no pulmão, mas a criança foi liberada para continuar o tratamento em casa, com prescrição de antibiótico.

Na madrugada de 10 de outubro, a bebê apresentou febre alta, vômitos e diarreia.

Por volta das 6h, a família retornou à UPA, onde a menina passou por nova avaliação médica, recebeu medicação, oxigênio e permaneceu em observação.

Com a queda da saturação de oxigênio, a equipe solicitou uma vaga hospitalar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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