Preço do trigo recua 1,09% em Chicago com realização de lucros
O trigo fechou o pregão em queda a sessão desta quarta-feira (02) na Bolsa de Chicago, depois de acumular fortes ganhos nas últimas sessões.
O contrato com vencimento em dezembro recuou 1,09%, para US$ 7,74 por bushel.
Apesar da realização de lucros, o cenário internacional continua dando sustentação às cotações já que a logística no Mar Negro continua sem avanços, enquanto o sistema ferroviário da Ucrânia enfrenta congestionamentos, dificultando o escoamento da produção.
De acordo com a Royal Rural, o trigo vinha de uma máxima de cerca de três anos e meio, impulsionado pelos riscos sobre as exportações do Mar Negro.
Com os preços em níveis elevados, porém, investidores passaram a realizar lucros após o mercado incorporar um prêmio de guerra considerado elevado.
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Um novo ataque atingiu a região de Odessa durante a noite, aumentando as preocupações sobre o fluxo de grãos.
A Royal ainda apontou que o movimento mantém a atenção dos investidores sobre as exportações russas de trigo e o escoamento de grãos ucranianos.
Mesmo com os riscos geopolíticos, a forte alta acumulada deixou o mercado mais vulnerável à realização de lucros, principalmente diante do elevado volume de posições compradas por especuladores.
Segundo a Agrinvest, o trigo permanece entre as commodities com maior valorização recente, e o Brasil pode ampliar as importações do cereal diante das condições de oferta e demanda.
Milho O milho também encerrou o dia em baixa, com o contrato para dezembro recuando 0,46%, para US$ 5,43 por bushel.
Durante o pregão, a Agrinvest apontou que os futuros encontraram suporte em movimentos de compras técnicas e nas previsões de clima mais quente nos Estados Unidos , que podem trazer alguma preocupação para o desenvolvimento das lavouras.
A consultoria ainda destacou que no Brasil, a atenção do setor está voltada para investimentos em infraestrutura e maior disponibilidade de crédito.
Ao mesmo tempo, o avanço da industrialização do milho, principalmente com o crescimento da produção de etanol e de ração animal, amplia o consumo doméstico e aumenta a necessidade de garantir oferta do cereal durante todo o ano.
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