Análise: Novas investidas de Israel em Gaza geram tensão com Estados Unidos
Novos ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 15 palestinos na Faixa de Gaza desde terça-feira (18).
O começo da ofensiva ocorreu após o genro de Donald Trump, Jared Kushner, encerrar uma viagem à região sem conseguir avançar com o plano do presidente americano para acabar com o conflito.
Para a analista de Internacional Fernanda Magnotta , durante o CNN 360º desta quarta-feira (19), o cenário atual em Gaza apresenta um problema duplo.
“Primeiro, a gente tem o plano em si , que precisa ser desenhado, e desenhar esse plano não é um desafio simples.
E depois tem a segunda parte do problema, que é a implementação “, afirmou a analista.
Ataque de Israel mata nove em posto policial em Gaza, dizem equipes médicas Hamas diz que ataque aéreo de Israel em Gaza prejudica plano de paz Hind Rajab: Israel admite pela 1ª vez tiros em carro de palestina de 5 anos Magnotta destacou que, do ponto de vista do conteúdo do plano , houve um avanço importante com o compromisso de desarmamento do Hamas , que passou a integrar concretamente as negociações.
O próprio Kushner chegou a indicar que, em 30 dias , poderia haver a possibilidade de contemplar um acordo que já incluísse esse elemento.
Além disso, a analista mencionou a estruturação de grupos de trabalho que tratarão de temas que vão do desarmamento a questões humanitárias .
No âmbito financeiro, a analista apontou que os Estados Unidos pretendem destinar mais recursos às forças de estabilização em Gaza.
“Tem no Congresso tramitando um pacote de pouco mais de US$ 200 milhões.
O projeto não foi abandonado”, disse Magnotta.
No entanto, transformar essas iniciativas em resultados concretos segue sendo o maior obstáculo.
O dilema do “quem vai primeiro” A principal barreira identificada pela analista é o chamado sequencing , a ordem de implementação das medidas acordadas.
Israel exige que o Hamas se desarme antes de retirar suas forças das posições atuais.
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