Conselhos tutelares de Salvador atenderam mais de mil casos de violação de direitos de crianças enviados por escolas em 2025
Conselhos tutelares de Salvador atenderam 1,3 mil casos de violação de direitos de crianças em 2025 Ricardo Wolffenbüttel/Udesc Os Conselhos Tutelares de Salvador atenderam 1.376 situações de ameaça ou violação de direito de crianças e adolescentes encaminhadas por unidades escolares em 2025.
Os dados, fornecidos ao g1 pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDA), demonstram a importância do ambiente escolar como "ponte" que liga as autoridades a crianças e adolescentes vítimas de violência.
Há cerca de duas semanas, uma mulher foi resgatada do cárcere privado após o filho dela, de 7 anos, entregar bilhetes com pedidos de socorro a uma professora da escola, em Gongogi, no sul da Bahia.
O caso exemplifica como a ação rápida dos profissionais de unidades de ensino pode ajudar a evitar desdobramentos mais dramáticos em situações de violência.
A presidente do CMDA, Dinsjani Pereira dos Santos, detalhou que os atendimentos realizados pelo Conselho Tutelar não significam necessariamente casos de violência.
Nos dados são contabilizadas ocorrências que variam desde a falta de assiduidade de um aluno até suspeitas de maus-tratos ou violência física, psicológica e até sexual. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Ainda assim, o número de ocorrências em que a intervenção para garantia dos direitos de crianças e adolescentes foi necessária revela a posição privilegiada ocupada pelas escolas neste tipo de situação.
Mulher é resgatada de cárcere após pedir para filho entregar bilhetes com nota de socorro O contato com casos como o de Gongogi faz parte do dia a dia dos profissionais da educação.
Ao g1, a professora Déborah Irineu, que atua no Colégio de Tempo Integral Ministro Aliomar Baleeiro (Cetimab), no bairro de Pernambués, detalha que perceber comportamentos incomuns nas crianças e adolescentes e até receber confissões espontâneas são comuns na rotina do docente.
"Professor não tem que investigar nada, eu não sou formada para investigar.
Mas a gente tem uma capacidade de perceber, de acolher, de não julgar, de registrar e acionar corretamente essa rede de proteção".
A profissional, que também é diretora da APLB Sindicato e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), já ministrou formações relacionadas à prevenção das violências contra crianças, adolescentes e mulheres por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM).
O projeto "E eu com isso?", criado a partir da Lei n.º 14.164/2022 — que alterou a Lei de Diretrizes Base (LDB) e tornou obrigatória a prática desse conteúdo na educação básica —, tinha o objetivo de preparar os profissionais sobre como agir ao serem confrontados com possíveis violações dos direitos das crianças e adolescentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.