Vitória da humildade e derrota dos que acham que mulher deve ser doméstica
A vitória acachapante da governadora Mailza (PP), foto, para mais um mandato de quatro anos à frente do Palácio Rio Branco, não se resume aos números das urnas, ganhando em todos os municípios e por mais de 100 mil votos.
Há detalhes ao longo da campanha que foram de fundamental importância.
Entre eles, quebrar a desconfiança dos que achavam que, por ela nunca ter sido candidata, seria derrotada.
Se apegaram na premissa que patinava nas pesquisas e não conseguia chegar aos dois dígitos.
Mas, ela se mantinha resiliente, e reafirmava a candidatura.
Em certo momento houve um movimento para substituir sua candidatura pelo deputado Nicolau Júnior (PP), mais uma vez, resistiu.
Neste momento, a voz do secretário Luiz Calixto, foi firme: “Não tem Plano B”.
Resistiu também ao boicote claro de assessores da cúpula do ex-governador Gladson Cameli (tiro ele fora, sempre foi leal à Mailza), que queriam na marra comandar sua campanha.
Foram substituídos à altura por outros nomes, que deram conta do recado.
Chamou atenção, também, o episódio da Jéssica Sales (MDB) que tinha sido refugada pelos que comandaram a campanha do senador Alan Rick (Republicanos), com argumentos homofóbicos de que com ela, perderia os votos evangélicos.
Mailza passou por cima desses argumentos idiotas e colocou a Jéssica de vice.
A Jéssica embalou a campanha e foi importante na sua vitória acachapante em Cruzeiro do Sul.
Mesmo sendo evangélica praticante, mostrou respeito a outras religiões e tradições religiosas.
Não recusou diálogo com a comunidade LGBT, fez visita ao centro de Daime, o Alto Santo, enfim, se mostrou ecumênica e respeitosa à liberdade religiosa.
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