Polícia Civil do RJ faz busca em empresa ligada a amigo da família Bolsonaro
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Uma construtora ligada ao empresário Renato Araújo , candidato a deputado federal pelo PL no Rio de Janeiro , foi alvo nesta quinta-feira (13) de busca e apreensão pela Polícia Civil no âmbito de um inquérito sobre fraudes em obras de escolas públicas estaduais.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Maricá, Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, São Gonçalo, Mangaratiba e Angra dos Reis, este último município sede da Bravo Construções. Não há informações sobre os demais alvos da operação.
Como a Folha revelou em maio, a empresa firmou R$ 16 milhões em contratos para reformar unidades de ensino na gestão Cláudio Castro (PL). A construtora está em nome da mulher de Araújo, mas o empresário já foi sócio da empresa e assinava as propostas de obras enviadas à Secretaria Estadual de Educação como diretor-geral da firma.
O empresário concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados com o nome de urna "Renato Araújo do Bolsonaro". Ele teve autorização para usar o sobrenome em razão da proximidade que mantém com a família de Jair Bolsonaro (PL).
Renato foi o responsável por supervisionar a reforma da casa do ex-presidente na Vila Histórica de Mambucaba, distrito de Angra, realizada em 2023. Também foi um dos que solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para visitá-lo na Papudinha .
Ele contou com a presença de Jair e Flávio Bolsonaro —hoje candidato do PL à Presidência— em seu último dia de campanha e havia sido indicado pelo ex-presidente como vice na chapa de Rodrigo Bacellar , pré-candidato ao Palácio Guanabara com o apoio do clã até ser preso pela PF, no fim de 2025.
Renato promove na noite desta quinta-feira (13) um evento de lançamento de sua candidatura, com a presença da chapa principal do PL-RJ: Douglas Ruas , candidato ao governo, Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos postulantes ao Senado.
Sobre a operação desta quinta, a Polícia Civil disse que "as investigações apontaram indícios de um sistema direcionado à contratação de determinadas empresas para a realização de obras em unidades". "De acordo com os elementos reunidos pela Delfaz, um ex-diretor regional teria atuado na indicação de empresas supostamente vinculadas ao esquema, que posteriormente seriam favorecidas nos procedimentos de contratação", afirmou.
Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, a Bravo Construções não comentou as buscas.
Em maio, a empresa disse que "apresentou propostas de preços de forma criteriosa e em estrita conformidade com os elementos técnicos disponibilizados pelas entidades contratantes". A construtora declarou também, na ocasião, que as contratações foram um "desdobramento natural de uma trajetória sólida e anterior a qualquer vinculação política".
Além da Polícia Civil, a reforma de escolas é alvo de investigações da Polícia Federal e do TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.