Falha no diagnóstico precoce do Diabetes Tipo 1 eleva mortes evitáveis no Brasil
Dados divulgados pelo Fórum Intersetorial de CCNTs e pela ADJ Diabetes Brasil, com apoio de sociedades médicas e cientistas, apontam que o diagnóstico tardio do Diabetes Tipo 1 é grave no país.
O levantamento do T1D Index mostra 520 mil brasileiros convivem com a doença.
Nos últimos anos, 246 mil mortes prematuras foram contabilizadas – e um quarto delas vitimou pessoas que jamais tiveram o diagnóstico em vida.
Fadiga ocular digital: confira cinco dicas para reduzir os problemas com o excesso de telas A demora na confirmação do diagnóstico eleva significativamente o risco de cetoacidose associada ao diabetes (CAD).
Estudos apontam que a incidência de CAD sobe de 20,5% em diagnósticos realizados precocemente para 52,3% quando o diagnóstico ocorre tardiamente, aumentando a probabilidade de complicações agudas e mortalidade.
O estudo epidemiológico BrazDiab1SG revelou que pessoas com DM1 têm risco de morte três vezes maior que a população geral, com principais causas de óbito sendo doença renal crônica, CAD e complicações cardiovasculares.
Nesse mesmo estudo, identificou-se que menos de 30% das pessoas com DM1 acompanhadas no Sistema Único de Saúde (SUS) mantêm a hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%, apresentando média nacional entre 9,0% e 9,3%.
Essa situação contribuiu para mais de 282 mil amputações de membros inferiores entre 2012 e 2023.
Ao mesmo tempo, pesquisas recentes apontam que a HbA1c isolada não captura relevantes oscilações diárias da glicemia.
O Tempo no Alvo (TIR), intervalo da glicose entre 70 e 180 mg/dL, medido por sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM), emergiu como indicador preditivo de complicações.
Revisões sistemáticas indicam que cada redução de 10% no TIR eleva a mortalidade por todas as causas em 8% e a mortalidade cardiovascular em 5%.
Além disso, episódios de hipoglicemia grave, mitigados pelo uso de CGM, duplicam o risco de hospitalizações por complicações cardiovasculares.
“A consolidação de políticas públicas eficazes exige olhar o indivíduo de forma holística, integrando diagnóstico precoce, medicação adequada, alimentação saudável, atividade física regular, sono de qualidade, vacinação e o monitoramento contínuo da glicose”, afirmou o Dr.
Mark Barone, especialista em saúde pública e coordenador geral do FórumCCNTs.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.