Tradicional clube brasileiro é investigado por suspeita de desvio milionário da SAF
Um dos clubes mais tradicionais de São Paulo, o Clube Atlético Juventus, mais conhecido como Juventus da Mooca, tornou-se alvo de uma investigação após a Polícia Civil tomar conhecimento de um esquema milionário de desvio de dinheiro envolvendo a SAF e o clube social do Juventus.Entre os principais investigados na ação, que ocorre sob sigilo na 3ª Delegacia da Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro do DPPC, estão: Presidente do Conselho Deliberativo: Carlos Eduardo Gomes Pedroso;Presidente do clube social: Tadeu Deradeli.Vale ressaltar que, além dos dirigentes do clube, outras duas pessoas seriam peças centrais da investigação: Luma Zaffarani e Guilherme Rodrigues, que até março deste ano formavam um casal.
Carlos Eduardo Pedroso (à esquerda), presidente do Conselho do Juventus, e Tadeu Deradeli, presidente do clube - Foto: Divulgação/CA Juventus Ex-marido teria revelado o esquemaEm depoimento prestado à polícia, Guilherme Rodrigues repassou informações e comprovantes que apontam como ele e a ex-mulher estariam comandando do esquema no Juventus.Como era feita a divisão do dinheiro?De acordo com a denúncia apresentada à polícia, valores milionários foram desviados do Juventus por meio do pagamento de honorários advocatícios.
Um dos negócios detalhados foi a operação de venda da SAF.Com a transação, o clube social teria direito a receber R$ 20 milhões, mas R$ 2 milhões deveriam ser repassados a Luma e Guilherme pela estruturação do projeto.
Com isso, o valor seria dividido em três partes iguais: Uma para Carlos Eduardo, presidente do Conselho, que disse que ainda daria um percentual a uma quarta pessoa (desconhecida);Uma para Tadeu Deradeli, presidente do clube;Outra para o casal de advogados.
Estádio do Juventus da Mooca - Foto: Divulgação/CA Juventus Após isso, Guilherme apontou ainda que, no primeiro dia de dezembro, o clube realizou seu primeiro pagamento de honorários, no valor de R$ 900 mil.
Desse valor:R$ 341,2 mil foram repassados em espécie para Carlos Eduardo;R$ 224 mil foram depositados na conta de Tadeu Deradeli.Vale ressaltar que outro pagamento pelo contrato da SAF foi realizado em maio de 2020, desta vez no valor de R$ 350 mil.
Mas, de acordo com Guilherme, ele não participou do repasse por já estar separado de Luma.Escola que tem parceria com o clube também está envolvidaAlém da SAF, outra instituição estaria tendo valores desviados; nesse caso, seria a escola Maple Bear, que firmou parceria de 20 anos para usar parte da sede do Juventus.De acordo com Guilherme, em abril de 2026, a empresa adiantou R$ 500 mil dos R$ 3 milhões combinados em contrato.
Desse total:R$ 25 mil ficaram com o advogado;R$ 106 mil foram repassados ao presidente Tadeu Deradeli;R$ 369 mil ficaram com Luma e Carlos Eduardo.
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