Em derrota para Trump, Suprema Corte barra restrições ao voto por correio
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (14/9), um pedido do governo Donald Trump que permitiria o Serviço Postal dos EUA (USPS) restringir o voto pelo correio nas eleições legislativas, marcadas para 3 de novembro.
A decisão, após uma longa batalha judicial, representa uma derrota para o governo republicano, que tentava implementar novas regras para o envio e o processamento das cédulas a poucas semanas da eleição .
A decisão da Suprema Corte mantém bloqueada uma norma do USPS, implementada durante o governo Trump, que estabelecia novos requisitos para o voto pelo correio.
Entre as medidas previstas estava a exigência de que os estados enviassem ao governo federal listas de eleitores autorizados a votar dessa forma, com nome e endereço residencial.
As informações seriam vinculadas a um código de barras exclusivo de cada cédula.
Com os dados em mãos, funcionários dos Correios entregariam apenas as cédulas destinadas a eleitores que constassem nas listas fornecidas pelos estados.
A proposta, no entanto, foi contestada por estados governados por democratas e grupos de defesa do direito ao voto.
Segundo as críticas, as regras seriam uma tentativa de Trump de assumir maior controle sobre as eleições, tradicionalmente administradas pelos estados, além de dificultar o acesso ao voto pelo correio.
A disputa chegou à Suprema Corte depois que a j uíza federal Indira Talwani, de Massachusetts, bloqueou a implementação das regras .
O governo recorreu e pediu que a decisão da magistrada fosse suspensa enquanto o processo continuava em tramitação.
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Apenas os ministros Samuel Alito e Clarence Thomas, ambos conservadores, divergiram da maioria.
O voto pelo correio é uma prática comum nos Estados Unidos e atende eleitores idosos, pessoas com dificuldade de locomoção, moradores de áreas afastadas e cidadãos que estarão viajando no dia da eleição.
Cerca de um terço do eleitorado norte-americano envia o voto dessa maneira.
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