Tratamento médico nos EUA pode custar até 5 vezes mais que no Brasil
Apesar de os Estados Unidos serem um dos destinos mais procurados por imigrantes no mundo, ter acesso à medicina americana pode significar enfrentar algumas das contas médicas mais altas do planeta.
Mesmo comparados a procedimentos semelhantes na rede privada brasileira, a diferença de preço pode chegar a várias vezes, resultado de um sistema que combina preços elevados, seguros privados, múltiplos intermediários e alto custo administrativo.
Uma angioplastia com stent, por exemplo, pode custar de 15 mil dólares a 50 mil dólares para pacientes sem seguro nos EUA — valor que pode ser ainda maior em casos de alta complexidade ou quando se considera o preço bruto do hospital antes de negociações com a seguradora.
No Brasil, procedimentos semelhantes ficam entre 20 mil e 60 mil dólares.
Com dólar a 5,50 reais, uma conta de 50 mil dólares equivale a cerca de 275 mil dólares, ou 4 a 5 vezes o teto brasileiro.
O problema vem se aprofundando.
Entre 2014 e 2024, os preços de internação pagos por planos privados americanos subiram 50%, e os atendimentos ambulatoriais ficaram 42% mais caros.
Em 2024, os gastos com hospitais avançaram 8,9% em apenas um ano, chegando a 1,63 trilhão de dólares.
Nos EUA, hospitais, seguradoras e redes negociam milhares de contratos distintos, fazendo com que o mesmo procedimento tenha preços radicalmente diferentes conforme o hospital e o plano do paciente.
O resultado é um mercado em que o consumidor raramente sabe o preço antes de comprar, e, quando mais precisa do serviço, quase nunca tem condições de escolher.
A liberdade de preços existe muito mais para quem cobra do que para quem paga.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.