Áudio de conversa entre maquinistas revela possível causa de acidente ferroviário na Espanha
Áudios divulgados pela imprensa espanhola registraram as conversas entre dois maquinistas e um centro de controle ferroviário nos minutos anteriores à colisão que matou pelo menos 69 pessoas na Espanha nesta quarta-feira, 28.
As gravações indicam que um trem recebeu autorização para avançar em velocidade normal enquanto outro permanecia parado no mesmo trilho.
Em um dos três áudios publicados pelo jornal El País e pela emissora RTVE, um controlador em Madri orienta o maquinista da estatal Renfe a retomar a viagem.
“Em velocidade normal?”, pergunta o condutor.
“Sim”, responde o operador.
A autorização ocorreu após uma falha no sistema de segurança que havia interrompido a circulação.
O trem da operadora privada Iryo, que estava cerca de 25 quilômetros à frente, nas proximidades de Urda, na província de Toledo, foi forçado a parar no trecho afetado. + Colisão faz parte de sequência de acidentes ferroviários na Espanha em 2026; veja casos Continua após a publicidade Em outra conversa, o maquinista da Iryo informa ao centro de controle que está parado diante do sinal de entrada de Urda.
Ele também recebe instruções para reiniciar o equipamento e retomar a viagem.
A tentativa, porém, não funciona.
Em uma nova chamada, o condutor avisa que continua no mesmo local: “O trem não está me permitindo reiniciar o sistema [de segurança] e, por isso, ainda estou parada”, diz.
Continua após a publicidade A última gravação sugere que o centro de controle havia sido informado de que o trem da Iryo permanecia parado enquanto o da Renfe se aproximava.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente , classificou como inexplicável a decisão de liberar a circulação sem restrições de velocidade.
O governo decretou três dias de luto nacional a partir desta quinta-feira, 29.
Equipes de emergência continuam trabalhando nos destroços em busca de vítimas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.