Geração Z prioriza casa e estabilidade antes de família, diz pesquisa
A estabilidade financeira e a conquista da casa própria aparecem como prioridades para a Geração Z, antes de filhos e casamento.
No Brasil, 67% desejam ter uma casa própria, percentual acima da média global.
A pesquisa “Life Aspirations 2026”, da Ipsos, realizada em 30 países com 22 mil pessoas , revelou esse paradoxo: a Geração Z não abandonou o desejo de constituir uma família, mas as condições econômicas dificultam a realização desse objetivo .
Por outro lado, o medo de não conseguir comprar a casa própria também é expressivo .
O estudo revelou que 58% dos brasileiros ficariam muito ou um pouco tristes se não conseguissem adquirir um imóvel.
Leia Mais A Geração Z deseja trabalho "sem ser muito estressante" e que pague bem 58% da GenZ se identificam fora dos padrões de gênero, diz pesquisa Como a infraestrutura da mídia Out of Home impacta as paisagens brasileiras “Eu tenho muita vontade de comprar um imóvel próprio.
Quando o meu relacionamento acabou, cogitei voltar a morar com a minha mãe e usar o dinheiro que eu pago de aluguel para pagar algum financiamento ou consórcio, mas depois que a gente mora sozinho e cria a nossa rotina é difícil voltar.
Então eu decidi continuar no aluguel mesmo e mudar o meu esquema de economias e investimentos para comprar um apartamento em 2030”, conta Carolina Albarelli Vilela, de 28 anos, moradora de São Paulo.
Outro sinal de sucesso para os brasileiros é a conquista de um emprego estável , apontada por 66% dos entrevistados.
Na média dos demais países, esse número fica em 65%.
Ao observar os marcos familiares tradicionais, ter filhos aparece como prioridade para 23% dos brasileiros , enquanto o casamento é citado por 25%.
Esses números, que evidenciam a prioridade dada à segurança econômica entre os jovens.
Pesquisa Ipsos: jovens da Geração Z estão mais conservadores que gerações passadas | LIVE CNN Ainda de acordo com a pesquisa, apesar de homens e mulheres classificarem alguns eventos da vida na mesma ordem de importância, os homens estão mais propensos do que as mulheres a afirmar que se casar e ter filhos são sinais importantes de uma vida bem-sucedida.
No Brasil, a diferença entre os gêneros é maior com 8 pontos percentuais para o casamento e 7 pontos percentuais para ter filhos, respectivamente.
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